Green Life

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                  ” O seio materno e a preservação do planeta “

                                                       amamenta22

Qual a relação do seio materno com a destruição ou a preservação do planeta ?

Aparentemente nenhuma, mas se analisarmos mais profundamente a questão, descobriremos as várias analogias e a importância  fundamental que esta relação primordial: criança e seio tem na formação do indivíduo e da sociedade. O seio é a maior fonte do prazer e também da dor da criança, a fonte da saciedade, da vida, do amor, da atenção e também da falta, de voracidade, do ódio, da destruição e da morte para o bebê, caso aquele não esteja disponível qdo este estiver faminto. Imagine-se bebê outra vez, totalmente dependente do leite de sua mãe, imagine-se sendo nutrido ao menor sinal de desconforto de sua parte, sendo acariciado e protegido enquanto alimenta-se confiante de que será sempre suprido qdo precisar, qual a sensação, a emoção que isto lhe causa ? Que tipo de cidadão você será, caso esse suprimento mantenha sua constância até o termino dessa fase inicial de sua evolução como ser humano ? Agora imagine-se faminto, chorando aos plenos pulmões para receber o alimento vital, mas a única coisa que você consegue é o aumento do stress, do incomodo, da fome, do sentimento de impotência, frustração e ódio, por não estar sendo suprido, por estar sendo esquecido e abandonado quando você está mais indefeso, vulnerável e dependente, que tipo de cidadão você se tornará, caso essas privações sejam constantes e duradouras ? Agora, façamos um balanço de como encontra-se  nosso mundo, a sociedade em que vivemos, o que você acha, estamos bem, tranquilos, equilibrados ou vivemos o aumento indefinido do caos, da  insânia, da destruição em todos os sentidos ? Bem, portanto, é bem provável que os seios que deveriam ter sido a fonte do prazer e da nutrição para esses bebês que cresceram e que agora formam a nossa humanidade, não fizeram a sua parte, por motivos, que não nos cabe aqui julgar. Vale lembrar que como esta experiência é primordial, o que passamos nesta fase, fica marcado profundamente em nossa alma, servindo de base para todas as nossas futuras  interações com pessoas e com o mundo exterior. Aprofundemo-nos um pouco mais no mundo interior do bebê que não foi nutrido adequadamente, quais as emoções e sentimentos que ele carrega dentro de si ? Fúrias incontroláveis, derrotismo, voracidade insaciável, baixa auto-estima, profunda destrutividade, apatia, ódio, ansiedade, frustração, rancor, culpa. Agora, projetemos essas emoções no tempo, qdo o bebê agora é um adulto, um indivíduo inserido na sociedade, que precisa manter-se, que precisa nutrir-se por conta própria, que precisa ser produtivo e útil, no que será que  aquelas emoções primárias se transformaram ? Ganância, inveja, cobiça, intriga, discordia, competitividade, perversidade, ira, violência ? Consideremos agora o nosso planeta, como sendo um enorme seio materno, que nos supre ilimitadamente com o ar que respiramos gratuitamente, com a água que bebemos, com o alimento que comemos, com a natureza poderosa que nos circunda, com basicamente tudo de que necessitamos, por que será que o maltratamos tanto, que somos tão cruéis e insensíveis para com a nossa mãe Terra, por que a exploramos e destruímos impiedosamente ? Por que nos tornamos tão hábeis em justificar o nosso desequilíbrio ao invés de tomarmos outras atitudes que poderiam transformar significativamente as nossas vidas e consequentemente a vida de nossa sociedade ? Bem, as perguntas são infindáveis, mas, tenho certeza que as respostas e outras atitudes, mais nobres, mais conscientes, estão surgindo e florescendo, aqui e ali. Refletir, compreender nossas ações pode ser um bom começo para acelerarmos as devidas providências preventivas, o que você acha ? Talvez seja interessante perguntar à sua mãe, que tipo de bebê você era, sossegado, irriquieto ou muito chorão. De qualquer maneira, agora que crescemos, às vezes sentimo-nos exatamente como bebês, esperando pelo seio salvador que nos aliviará de nosso mal estar, que nos libertará das privações. Vale lembrar que por mais carentes e  indefesos que possamos sentir, temos a capacidade de prover nosso bem estar de maneira saúdavel, pacífica, independente, sem causarmos malefícios à nós, aos outros ou ao planeta. Caso você tenha interesse em aprofundar-se no assunto da relação bebê, seio materno e a sua influência na nossa psique, recomendo a leitura de Melanie Klein, psicanalista austríaca que foi a criadora deste conceito e que desenvolveu extensivamente o assunto.

 

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Uma resposta to “Green Life”

  1. Caro Pedro:

    Que tipo de infra existe no meio do percurso ? bares lanchonetes, etc ? A estrada em geral é toda plana ou existem muitas subidas e descidas ? Na foto a estrada parece estreita, elas são estreitas em todo o percurso ou só em algumas partes ? Posso viajar longas distâncias e se quiser parar para dormir existem pousadas, ou algo semelhante ?

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