A maior Falácia do mundo corporativo

Business people standing in hallway

Você que trabalha numa empresa e precisa lidar com o ambiente corporativo, com as exigências do seu chefe, com os comentários dos colegas, com as diversas pressões, com as várias personalidades, com as mudanças repentinas de humores e climas, com os inúmeros conflitos de interesse, com a comunicação deficiente dos vários setores, visando manter seu emprego, para poder pagar suas contas, já deve ter notado que quando se fala em cumprir as metas, atingir os objetivos do seu time, as coisas sempre acabam parecendo o que na verdade não são.

Por baixo de todo objetivo, de cada meta, do trabalho em equipe, existe uma lista infindável de coisas que vem em primeiro lugar, e que colocam estes objetivos, estas metas, esse team work em último plano. O que realmente ocorre é que todos estão mais preocupados com seus egos, com impressionar, com aparentar, com os jogos de poder, com ser considerado isto ou aquilo, em criar uma imagem de eficiente, de profissional, de competente, de não ser deixado de lado, de ser visto e considerado pelo chefe, em defender e justificar seus pontos de vista, em concordar quando na verdade discordam, em se livrar da culpa de não ter feito, em justificar a falta de eficiência, em maldizer e criticar os outros, em camuflar os erros, em trapacear e puxar o tapete para se sobressair, em evitar a cobrança, em postergar as demandas, em enrolar, em ser falso e gentil quando na verdade se é tacanho e dissimulado, em competir e prejudicar, que parece que a última coisa a ser feita é simplesmente o trabalho em si.

Por isso tantas empresas tem dificuldades em atingir seus objetivos, em ter uma vida financeira verdadeiramente próspera, e por isso tantos funcionários estão insatisfeitos com suas funções, com seus empregos, por que muita gente não tem mais estômago para estes joguinhos corporativos, mas, se vêem obrigados a conviver com tudo isso, e muitas vezes ficam estagnados, ficam sem saber o que fazer.

Portanto, a maior falácia do mundo corporativo é realmente o fazer-se o trabalho que precisa ser feito. Então, da próxima vez que você pisar na empresa, observe o que realmente está por baixo de todas estas metas e objetivos, porque se você souber como as coisas realmente são, terá a oportunidade de conseguir fazer algo útil, terá a chance de ver os infinitos jogos implícitos que são jogados diariamente no ambiente corporativo e poder decidir se quer jogá-los ou não, se quer se iludir ou não, ou sair do trabalho e procurar algum outro lugar, um pouco menos corrompido, ou quem sabe até empreender e começar seu próprio negócio, com outros parâmetros.

Para um bom observador, o maior objetivo de todos os funcionários é manterem seus empregos, seja a que custo for, e o mair objetivo das empresas é pagar o mínimo possível para poderem tentar fazer pessoas bem insatisfeitas produzirem, fingindo que estão contribuindo para as suas próprias vidas. É bem provável que esta falácia de ambas as partes, esteja com os seus dias contados.

Se você tiver alguma situação na empresa em que trabalha que se assemelhe a tudo isso, deixe seus comentários abaixo. Boa semana…de trabalho

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2 Respostas to “A maior Falácia do mundo corporativo”

  1. caramba, esse texto é super recente!
    trabalhando em uma repartição pública há quase cinco anos, tenho a impressão de que uma grande dificuldade enfrentada pela esmagadora maioria dos funcionários é em lidar com o fato de ser apenas um número de matrícula, uma peça na engrenagem, e nada mais. mal sabem eles o brilho que resplandece de uma figura humana quando ela se relaciona com o que está fazendo com dedicação, foco e respeito, no caso pela coisa pública. em geral, o pessoal não consegue aceitar essa condição de anonimato, e aí a repartição acaba se tornando criadouro de uma manada de pavões, com suas compras pela internet, suas vivências no Netflix, suas pretensas façanhas de décadas atrás (como ter sido o primeiro da classe na sétima série) contadas mil vezes como se fossem inéditas, suas viagens nas tão ansiadas férias, aqueles jantares regulares no Outback à noite e o paracetamol o dia inteiro, ficar de castigo até mais tarde em dia de rodízio. o engraçado é que, mesmo com esse nível exuberante de divertimento, muitos se entopem de porcaria todos os dias pra matar o tempo, até deformarem o corpo e a alma e começarem a pousar um olhar rancoroso nos corpos dos colegas que se cuidaram. Mal se deram conta de quão belo é testemunhar o engajamento, e a completa absorção, de alguém que ocupa um cargo público com propósito, sem se preocupar em fazer amigos, amigos íntimos, sem querer ser especial aos olhos dos colegas, sem fazer concessões mesquinhas em nome de benesses afetivas, como pactuar com fofocas, intrigas, panelinhas, perversidades, práticas que atrapalham o trabalho alheio e empobrecem o clima do ambiente, sem sequestrar o pensamento dos demais com tacanhice. geralmente quem se recusa a tudo isso acaba se tornando isolado, mal falado, e sofre tratamento hostil quando vai tratar de trabalho com os outros. estabelecer breves conexões com os colegas às vezes é fulcral para manter o próprio ritmo de trabalho, mas para pessoas sempre centradas no que estão fazendo essas conexões são difíceis devido justamente à exclusão decorrente de suas condutas “nerds”. e quão frágeis são essas relações, amistosas quando tudo parece ir bem, até que uma tola falha de comunicação enseja exércitos de colegas contra colegas, ativados por fofocas, ódio por tabela etc. quando entrei na repartição, imaginava que um colega detestado sempre seria alguém cuja má conduta onerasse a mesa dos demais com o trabalho que havia deixado de realizar ou com sumiços sorrateiros, quando, na realidade, detestam quem pede silêncio para conseguir se concentrar, quem supera metas, e o pior de tudo, quem demonstra uma discreta alegria em estar ali cumprindo suas obrigações. completo cinco anos de serviço ininterrupto em menos de um mês, e entrarei com um pedido de licença sem vencimentos. ao longo do período lá fui percebendo que não há possibilidade sequer de se renovar em ambientes assim, onde tudo é obrigado a estagnar. precisamos trabalhar, mas contextos como esse tornam necessário planejar um afastamento, para respirar, esquecer, cuidar-se.

    • Grato Carol por compartilhar. Sim, muita gente se sente assim, expressando estas situações podemos de alguma forma mudá-las. abs, Equipe Carl Ike

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