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“Como os pornôs afetam os relacionamentos”

Posted in sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , on março 31, 2016 by carl1ike
casal
” Em um dos meus passeios cotidianos em grupos feministas, um post me chamou a atenção de forma especialmente dolorosa. Uma moça grávida escreveu, aparentemente em prantos e solidão, que estava se sentindo muito sensível com a gravidez, que olhava no espelho todos os dias e sentia-se feia e gorda. Porém, além disso tudo, sua auto-estima piorou quando viu seu marido vendo pornôs. Essa moça, em uma situação tão romantizada como a gravidez, na qual a mulher sofre tanto com o seu corpo, passou por um episódio que quase toda mulher já passou, se não com a pornografia em si, por meio de outras situações que geram o mesmo resultado: se sentir um nada.

Problematizações do funcionamento da indústria à parte, que serão abordadas em outros textos da semana, quero focar aqui no valor simbólico que a pornografia vem carregando. Esse entretenimento, da maneira como costuma ser produzido, muitas vezes vestido como algo natural e necessário, tem servido como um meio de doutrinação para a manutenção do sistema que divide as mulheres e as torna inimigas, além de colaborar para a visão de que elas são objetos dos homens.

Os pornôs afetam os relacionamentos?

Uma mulher em um relacionamento provavelmente já ouviu o famoso ditado: “Você sabe do que homem gosta, né? Dama na sociedade e puta na cama”. Ela, geralmente com toda a carga de manter o relacionamento sob sua responsabilidade, muitas vezes passa por cima de sua vontade para satisfazer os desejos sexuais do parceiro, pois dizem que, se ela não for “boa” o suficiente, o seu parceiro vai deixá-la. Mas o que é ser “boa”? Afinal, apesar de haver poucas exceções, a representação das mulheres na indústria pornográfica costuma ser da forma mais objetificada possível. As atrizes são colocadas como personagens insaciáveis, têm curvas idealizadas, são muitas vezes totalmente depiladas e, na narrativa dos filmes, acatam a todos os desejos dos homens, como se, mesmo quando estão por cima, agradar o parceiro fosse a finalidade da mulher que é desejável para um homem.

Além de entrar em crise com a sua sexualidade, muitas mulheres acaba encontrando uma velha companheira: a baixa auto-estima. Acreditam que, se o parceiro está vendo pornografia, é porque ela, enquanto parceira, não é o suficiente para ele. Muitas vezes o diálogo nem é cogitado, já que esse parece ser um espaço tão sagrado para os homens, que uma contestação, em muitos casos, seria considerada loucura.

Assim, considerando que o homem está no direito de se “entreter”, o ódio por essa situação tem o alvo errado: a atriz pornô. Porém, ela é mais uma vítima da estrutura de objetificação. Salvo as diferenças e diversidades de casos, muito dificilmente a mulher que entra nessa indústria o faz por vontade própria, tal como a prostituta. Geralmente ela está em uma situação precária gerada pelo mesmo sistema que incentiva a indústria pornô. Essa criação de modelos em que a mulheres se encaixam, faz com que esqueçamos de ver a situação em que a outra está.

Para alguns desavisados, a crítica à pornografia é uma atitude moralista, posto que nega a repressão da sexualidade, mas estes são os mesmos que incentivam a pornografia como se ela libertasse sexualmente a mulher. Isto, no entanto, não é verdade. Nem todos notam, mas é a pornografia que é a moralista por aqui: ele segue um modelo, e aquele dos piores, o modelo machista. O sexo ali é feito para a satisfação dos desejos masculinos, através da sexualização das lésbicas e exploração da mulher. Isso é sexualidade só para um.

Quando passamos por uma situação que nos deixa mal dentro do relacionamento, seja através da pornografia ou outro meio, é um direito nosso questionarmos e conversarmos com o parceiro sobre o que está acontecendo. Não podemos deixar que naturalizações impostas tirem nossas vozes e oprimam nos vontades. Afinal, alguém que é individualista a ponto de se aproveitar dos seus privilégios e não se importar com o bem estar da parceira é realmente adequado para entender o significa ser mulher?

Seria muito fácil falar: “amem seus corpos que tudo ficará bem, você não precisa se importar com isso!”. Porém, é muito claro que não podemos nos basear em uma atitude individual, pois como é possivel que nos amemos se tudo ao redor grita o contrário? Por mais que haja reflexão sobre o porquê de nos sentirmos tão mal com nossos corpos e saibamos todos os motivos disso, fomos tão bombardeadas desde crianças com tantos modelos que, às vezes, temos nossas recaídas, e não devemos ter vergonha disso. Não devemos ter vergonha de nos expressar, seja com o parceiro ou com qualquer outra pessoa. Em um relacionamento em que há respeito, tudo se ajeita. E se não há, temos o direito de exigi-lo.”

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extraído do site:

http://www.lado-m.com/como-os-pornos-afetam-os-relacionamentos/

Energia Sexual: é preciso saber usá-la

Posted in sexo with tags , , , , on janeiro 14, 2016 by carl1ike

saiba-como-aumenta-sua-energia-sexual

Cuidado com a energia sexual!


Energia sexual é energia criativa que move a vida, nossas vontades e desejos” (Carl Gustav Jung)

O objetivo desse artigo não é julgar moralmente o praticante do sexo casual ou adeptos das demais modalidades sexuais ditas não “convencionais”, mas resgatar do milenar ensinamento filosófico-religioso taoísta da China antiga, do também milenar conhecimento tântrico indiano e do secular espiritismo, algumas informações e tópicos que sejam compatíveis com o tema escolhido para o texto. É o que veremos a seguir.

O sexo, admirável fonte de felicidade e prazer, devido ao fácil apego que gera, sempre foi causa também de sofrimentos e deturpações. Prostituição e exploração sexual existem desde tempos imemoriais, mas atualmente adquiriram uma dimensão tal que o sexo, associado à propaganda, estimulado pela mídia e incentivado como uma maneira de viver, desviou-se totalmente da fonte de alegria e prazer que sempre foi.

A banalização do sexo veio como consequência da banalização do amor. Não deveria haver problemas ou proibições religiosas, exigências de celibato ou cobranças de fidelidade, mas como se perdeu a noção do que seja o amor e esse foi substituído pelo apego, gerando ciúmes, vinganças e desejos irrefreados de repetição do prazer sexual, o sexo acabou se tornando um problema a ser enfrentado e combatido. 

 
energia sexual
SEXO, PERMUTA DE ENERGIAS 
 
 
 
Sempre que corpos se unem num beijo, num abraço ou até num simples toque, ocorre uma troca de energias. Se a união é sensual, num beijo ou num ato sexual, a liberação energético-informativa hormonal que ocorre, estimula todas as células do corpo e torna a transferência energética muito mais intensa. A relação sexual é uma troca íntima de fluidos vitais, hormônios e energia sutil. O clímax, no orgasmo, é o ápice na formação de um vínculo energético entre os parceiros. Cria-se, então, uma memória energética celular comum, um evento que liga permanentemente os dois parceiros.

Desse ponto de vista não há sexo seguro, pois sempre há troca e vínculo energéticos que fazem com que o(a) parceiro(a) permaneça em nós. Dessa forma, como dentro da experiência sexual há uma troca química, hormonal e energética profunda, se o ato sexual é efetuado com pessoas fora de sintonia com a nossa frequência pessoal, todo o “lixo” daquela pessoa virá para desarmonizar a nossa vibração. 

 
 
 
SEXO E AMOR
 
respiramos
 
 
Toda vez que determinada pessoa convida outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo nesse sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade. Podemos questionar: Sem amor, por que querer nos ligar a alguém que pouco ou nada conhecemos?

O verdadeiro amor não é possessivo e não busca incessantemente o sexo, pois por si só já é desapegado e fonte inesgotável de prazer. Porém, atualmente, quando se fala de amor, fala-se de satisfação de carências do ego. Ama-se com o cérebro e não com o coração.

Ser atraente sexualmente e “livre” é a moda atual e vive-se em busca de valores sensoriais. Na falta de uma maneira mais profunda de se viver, mergulha-se no prazer dos sentidos como uma fuga, e o sexo é o maior desses prazeres. A sexualidade que deveria ser uma ponte em níveis mais elevados de consciência, perde-se no instinto e no apego sensorial, e erra o alvo correto que deveria ser a espiritualidade e a ligação espiritual/amorosa entre dois seres. 

 
 
SEXO E (AUTO)RESPONSABILIDADE 
 
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Se não dominarmos nossos impulsos sexuais, poderemos ser prejudicados pelas amarras cármicas por onde fluem sentimentos entre as pessoas conectadas pelas relações sexuais. Por exemplo, se dormirmos com uma pessoa mal humorada, com crises de depressão, ou com muita raiva, passamos a vivenciar essas pesadas emoções de nosso(a) parceiro(a). Muitas vezes, inclusive, começamos a apresentar o mesmo comportamento daquele(a)…

Seria mais inteligente de nossa parte escolher com cuidado nossos(as) parceiros(as). O estado emocional que experenciarmos na hora da relação, será o que iremos implantar em nossos(as) companheiros(as). Antes de nos envolvermos com alguém, devemos ponderar amorosamente o que isso vai gerar na outra pessoa e em nós mesmos. Por isso, conhecer o caráter dessa pessoa, torna-se importante em toda relação de entrega íntima.

Sexo é espírito e vida a serviço da felicidade e da harmonia do universo. Consequentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, o indivíduo precisa e deve saber o que fazer com com a sua energia sexual, observando como, com quem e para quem se utiliza de tais recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem no mundo afetivo, outrem também nos dará.