Arquivo para isolamento psicológico

O Espelho da Alma

Posted in O Espelho da Alma with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 28, 2012 by carl1ike

“Se olharmos cuidadosamente para dentro de nós mesmos, veremos como estamos machucados, como nossa alma está dolorida. Apontamos o dedo em riste para o nosso coração e nos criticamos, nos comparamos, nos pressionamos, nos menosprezamos, nos desrespeitamos, nos agredimos, nos exigimos, nos cobramos, mantendo-nos em estado de constante luta interior, em constante auto negação, a lançarmos as flechas da incompreensão, da rejeição, do julgamento, da antipatia e do desprezo contra a nossa sensível alma, que ferida, se isola e se retrai cada vez mais, enfraquecida pelo auto massacre, desfalecida pela falta de vitalidade.

Perdidos que estamos, num mar de referências externas e vazias, sentimo-nos cada vez mais secos, mais endurecidos, mais rígidos em nosso sofrimento e em nossa dor, achando que as distrações materiais, que o dinheiro, que o status, que as posições, que os cargos, serão capazes de comprar e de camuflar o nosso profundo pesar, o nosso profundo mal estar. Quanto mais nos afundamos em nosso desespero interior, mais nos debatemos, mais procuramos qualquer via de fuga que nos alivie, mesmo que por alguns instantes, de nossa devastação.

Olhamos para fora de nós e nos iludimos que os outros, com seus sorrisos calculados, com seus bens importados, com suas modas e grifes, com seus trejeitos de mesmice, estão a desfilar diante de nós o triunfo da felicidade tão almejada. Porém, não nos enganemos, estamos todos no mesmo barco, tentando disfarçar a nossa dor, como verdadeiros atores no teatro de marionetes da vida.

No camarim, distante da platéia e dos refletores, desabamos em nós mesmos, em nossa escuridão e o que encontramos são apenas cinzas espalhadas pelo chão, são pedaços de memórias e sonhos frustrados, são desejos e sentimentos afogados, a boiar em nosso oceano de dor. Ao lançarmos nosso olhar pela fresta da porta, notamos que existe um pequeno feixe de luz, que se amplifica a medida que nos aproximamos.

Confusos, sem nunca termos visto algo semelhante, somos atraídos pela luminosidade, que nos revela lentamente, algo que havíamos abafado durante toda a nossa existência. Cada vez mais curiosos e ansiosos para vermos o que está por detrás daquela porta, percebemos que em nosso bolso, encontra-se a chave para poder adentrá-la. Trêmulos, ofegantes, conseguimos girar a maçaneta e de súbito, do outro lado, vemos um enorme clarão, que a princípio nos cega, mas, que gradualmente vai-nos revelando uma sala de espelhos vazia, que agora se preenche com a nossa verdadeira imagem, com o nosso verdadeiro sentimento, que nos abraça a alma e que pela primeira vez, nos faz perceber um lampejo de vida cintilar em nosso coração, ao nos olharmos diretamente em nossos olhos, através da imagem refletida de nós mesmos, que se revela limpida, iluminada, amorosa e sábia, nos estendendo a mão em toda a sua compaixão e plenitude.

Ao tocarmos esta imagem, nos fundimos ao espelho e passamos para o outro lado, que à principio nos confunde, pela intesidade de amor, com o qual não estamos acostumados a nos deixar envolver. Olhamos de volta para o espelho que acabamos de cruzar e sentimos no âmago de nosso ser, que aquela vida, até então vivida, não era realmente a vida, mas, apenas um fragmento, um esboço de algo muito aquém de toda a sua grandeza e bondade…”

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De volta ao Ilimitado Mar de Consciência

Posted in De volta ao Ilimitado Mar de Consciência with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 12, 2011 by carl1ike

Todo vez que falamos sobre consciência, nos referimos aquela consciência que fica dentro de nossos cérebros, que nasce dentro de nossas mentes, que depende de nossos julgamentos e valores racionais para que possa ser ativada. Porém, o Mar de Consciência a que me refiro aqui, é algo totalmente diferente desta visão limitada. 

Nós, seres humanos, fomos condicionados a achar que a consciência é criada e desenvolvida por nós, mas, na realidade, o que ocorre é que somos permeados por um mar de consciência ilimitada, que deu origem a tudo o que conhecemos e que não conhecemos, desde a mais ínfima célula ao mais complexo dos universos, tudo é consciência, e qdo compreendemos que estamos inseridos nesta vastidão de poder infinito, nosso perspectiva limitada, expande-se sensivelmente e temos a sensação de começarmos a vislumbrar que não estamos sozinhos, que não somos apenas nosso frágil e debilitado ego, isolado, cheio de medos, de frustrações, e de vazio.

Somos fruto dessa ilimitada consciência, que ao aprendermos a sintonizá-la e percebê-la regularmente, nos transmite o sentimento de pura alegria, de leveza, de poder genuíno, de preenchimento, de segurança e de propósito. Este é o começo da volta para casa, o começo da meditação, que é o meio que nos leva ao contato com o nosso verdadeiro lar interior, o campo unificado, a base serena, silênciosa e imutável de eterna sabedoria e criação que nos protege e nos mantém sem ao menos nos darmos conta disso.

Se vc tem interesse em saber mais sobre esta meditação e participar de uma palestra introdutória gratuita, deixe-nos um comentário abaixo.