Arquivo para medo

Água Regenerativa – benefícios para seu corpo e mente

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 26, 2019 by carl1ike

De todas as substâncias do nosso corpo, a água é a mais abundante e importante, uma vez que 70% de nossa fisiologia é formada por água.  Por exemplo, se um indivíduo pesa 70 kg , ele terá  em média 43 litros de água  no corpo. Nosso sangue é constituído por 91% de água, nosso fígado por 85%, nosso cérebro por 86% e assim por diante.

Recomenda-se a ingestão diária de pelo menos 2 litros de água, pois, como sabemos, todas as funções químicas de nosso corpo, seja ela de transformação das células em energia e glicose, de transporte de substâncias, de equilíbrio da temperatura, de limpeza dos resíduos que precisam ser eliminados, só para citar algumas, utilizam processos realizados através da água. Muitos estudos tem demonstrado que existem diferentes tipos de águas e que a estrutura molecular delas, dentro de nosso corpo é que faz a água ser benéfica ou não à nossa saúde, podendo, conforme o caso, até tratar doenças.

O Dr. Masaru Emoto, um renomado cientista japonês, nos mostra através de fotos feitas pelo microscópio, que os cristais da água, podem ser afetados e transformados em belíssimas composições harmônicas, claras, límpidas  e saudáveis, quando emitimos boas energias vibracionais, sejam através de bons pensamentos, boas palavras, bons sentimentos, boas emoções, boas intenções, boas idéias, boas atitudes, compaixão, amor, boa música, etc, assim como, ela também pode ser alterada negativamente, caso essas vibrações, pensamentos, emoções, idéias, atitudes estejam vibrando: ódio, raiva, medo, crítica, angústia, inveja, competição, egoísmo,  ganância, inferioridade, stress, etc, transformando os cristais da água em formas negras, distorcidas e caóticas, e dessa forma, em doenças. Então que tipo de vibração você prefere ter em seu corpo?

A água regenerativa, segue este princípio, ou seja, ela foi exposta à vibrações muito poderosas e positivas de pureza, de cura, de harmonia, de felicidade, de paz, de prosperidade, de criação, de altruísmo, de integridade, de auto-compreensão, de cooperação, de alegria e saúde, tendo sido este processo realizado por pessoas  que seguem uma  dieta regular, equilibrada e vegetariana, sem a ingestão de açúcar branco, bebida alcoólica, fumo, drogas de qualquer espécie, além de praticarem um processo contínuo de purificação interior de longo prazo, o que possibilita a fisiologia de seus corpos estar mais refinada, podendo dessa forma, acessar mais rapidamente, a fonte de toda a Criação, e desta maneira, transmitir esses benefícios à água regenerativa, e consequentemente, às pessoas que a consomem.

Para fazer seu pedido da água regenerativa ou aprender como fazê-la, deixe-nos logo abaixo o seu comentário, que em breve entraremos em contato.

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Como encontrar a saída do labirinto que a vida se tornou?

Posted in Star People - Gente das Estrelas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 17, 2019 by carl1ike

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Nossa mente com seus pensamentos é regida por sentimentos, que produzem uma poderosa energia, seja positiva, negativa ou neutra. Como a maioria das pessoas, ao longo de suas vidas tentam evitar e reprimir o que sentem por achar este sentir muitas vezes doloroso demais, a energia reprimida se acumula e busca expressão através de problemas psicossomáticos, desordens corporais, doenças emocionais e comportamentos disfuncionais, que geram ainda mais sofrimento.

Quando a energia é gasta com o passado ou com o futuro, bombardeando-se a mente com infinitos pensamentos, muitas vezes inúteis, cria-se um mundo mental virtual, que achamos ser a realidade e desta forma nos desconectamos da fonte, do agora e ficamos enredados no ego, no eu inferior, na ilusão, que vibram no medo, na falta, na escassez, na obsessão e na loucura. Como se isso não bastasse, os sentimentos acumulados bloqueiam o desenvolvimento mais amplo de nossa  visão, percepção e existência e consequentemente o acesso a energia inesgotável da vida, que nada mais é do que o nosso poder interior conectado ao poder do Todo, que poderia fornecer as soluções desejadas, caso não estivesse nublado pela negatividade.

Se observarmos a vida média do ser humano, ela é gasta na maior parte do tempo tentando-se escapar, evitar a turbulência interna do medo e ameaça constante de miséria, falta e fracasso.

Existe porém um simples método para se ter clareza e superar os conflitos durante o caminho. Não se trata de encontrar as respostas, mas de se desfazer os bloqueios e a base dos problemas, para que o fluxo da vida possa fluir integralmente através de nós.

Clique no link abaixo para ter uma dica por onde seguir e o que fazer 😊:

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Lembrando quem somos 

 

Sobre a questão do MEDO

Posted in medo with tags , , , , , , , , , , on março 18, 2016 by carl1ike

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QUESTÃO: Bhagavan, porque sofremos do medo e como podemos nos libertar dele?

“O medo está no centro da existência humana. Ele age como estímulo de todas as outras emoções.

A Natureza, o Universo, projetaram o medo para assegurar a sobrevivência física.

O cérebro inferior ou o cérebro do réptil é responsável por produzir uma reação de luta ou de fuga cada vez que há perigo para sobrevivência física.

À medida em que as civilizações cresceram, as sociedades prosperaram, a vida das pessoas tornou-se segura. A ameaça à sobrevivência física diminuiu.

Daí em diante, o foco mudou para o campo psicológico.

Então surgiu a mente com forte sentido de identidade individual, criando a territorialidade e divisão entre o “Meu e o “Não Meu”.

A mente humana é um mecanismo de sobrevivência, ganhou impulso com o medo como epicentro.

Quase todas as atividades da mente podem ser decifradas desse medo de sobrevivência.

É a mãe de todas as emoções.

Se observamos a raiz do ódio, é o medo de ser dominado ou esmagado que se manifesta como repulsão em relação a alguém.

A inveja, por outro lado, é o medo de ser ultrapassado em uma corrida.

Você se torna violento quando está inseguro ou quando sua estrutura psicológica está ameaçada por uma pessoa ou situação.

Culpa, é o medo de perder a boa imagem que exibe de si mesmo.

As feridas ou dor são, novamente, o medo de perder o amor, o medo de ser rejeitado quando percebe que é um “senhor ninguém” aos olhos de outra pessoa.

Conforme sua consciência cresce sobre o medo, fica claro que é uma mera projeção.

Não há nenhuma verdade.

A mente projeta uma identidade inexistente e luta por protegê-la.

É como um cego buscando um gato negro em um quarto escuro que não existe.

A mente embarcou em uma missão impossível, pois nunca chegará a um estado em que atinja a completa segurança.

Quando você se torna consciente de que o medo é uma mera projeção da mente, então você perde o medo do próprio medo.

O medo não pode ser resolvido; tem de ser dissolvido.

O medo não tem uma significância maior; não tem significado, a menos que você dê.

O entendimento intelectual fracassa ao tentar ajudar na eliminação do medo porque desafia a lógica.

Quando termina todo esforço para entendê-lo você o experienciará totalmente, e isso é liberdade.”

– Sri Bhagavan

Mude sua frequência para mudar sua realidade

Posted in Para mudar minha vida with tags , , , , , , , , , , , on junho 8, 2013 by carl1ike

Reprograme a sua vida indo até da fonte da criação

To change your life you need to change your frequency

Água Regenerativa – benefícios para seu corpo e mente

Posted in Água abençoada with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 28, 2012 by carl1ike

De todas as substâncias do nosso corpo, a água é a mais abundante e importante, uma vez que 70% de nossa fisiologia é formada por água.  Por exemplo, se um indivíduo pesa  70 kg , ele terá  em média 43 litros de água  no corpo. Nosso sangue é constituído por 91% de água, nosso fígado por 85%, nosso cérebro por 86% e assim por diante.

Recomenda-se a ingestão diária de pelo menos 2 litros de água, pois, como sabemos, todas as funções químicas de nosso corpo, seja ela de transformação das células em energia e glicose, de transporte de substâncias, de equilíbrio da temperatura, de limpeza dos resíduos que precisam ser eliminados, só para citar algumas, utilizam processos realizados através da água. Muitos estudos tem demonstrado que existem diferentes tipos de águas e que a estrutura molecular delas, dentro de nosso corpo, é que faz a água ser benéfica ou não à nossa saúde, podendo, conforme o caso, até tratar doenças.

O Dr. Masaru Emoto, um renomado cientista japonês, nos mostra através de fotos feitas pelo microscópio, que os cristais da água, podem ser afetados e transformados em belíssimas composições harmônicas, claras, límpidas  e saudáveis, quando emitimos boas energias vibracionais, sejam através de bons pensamentos, boas palavras, bons sentimentos, boas emoções, boas intenções, boas idéias, boas atitudes, compaixão, amor, boa música, etc, assim como, ela também pode ser alterada negativamente, caso essas vibrações, pensamentos, emoções, idéias, atitudes estejam vibrando: ódio, raiva, medo, crítica, angústia, inveja, competição, egoísmo,  ganância, inferioridade, estress, etc, transformando os cristais da água em formas negras, distorcidas e caóticas, e dessa forma, em doenças.

A água regenerativa, segue este princípio, ou seja, ela foi exposta à vibrações muito poderosas e positivas de pureza, de cura, de harmonia, de felicidade, de paz, de prosperidade, de criação, de altruísmo, de integridade, de auto-compreensão, de cooperação, de alegria e saúde, tendo sido este processo realizado por pessoas  que seguem uma  dieta regular, equilibrada e vegetariana, sem a ingestão de açúcar branco, bebida álcoolica, fumo, drogas de qualquer espécie, além de praticarem um processo contínuo de purificação interior de longo prazo, o que possibilita a fisiologia de seus corpos estar mais refinada, podendo dessa forma, acessar mais rapidamente, a fonte de toda a Criação, e desta maneira, transmitir esses benefícios à água regenerativa, e consequentemente, às pessoas que a consomem.

Para fazer seu pedido da água regenerativa ou aprender como fazê-la, por favor, deixe-nos logo abaixo, o seu comentário, que em breve entraremos em contato.

Por que nos sentimos Menos ? O Dinheiro e a Auto-Estima / Why do we feel less ? Money and the self steem

Posted in Por que nos sentimos menos? O dinheiro e a Auto Estima with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 20, 2012 by carl1ike

Vivemos numa sociedade perversa, que nos condiciona a assumirmos valores que não tem valor e que são, na melhor das hipóteses, distorcidos. Esta perversidade se torna ainda mais perigosa, quando não questionamos suas bases e apenas nos juntamos ao mar de pessoas que seguem suas vidas miseráveis material e emocionalmente, colaborando para que esse sistema se torne cada vez mais aniquilador.

É importante percebermos que esta “sociedade” ao qual nos referimos, não é uma massa disforme, distante e inacessível, como querem nos fazer acreditar, mas, sim, formada pelos valores de nossas famílias, pelos valores de nossos parentes, amigos, inimigos, chefes, funcionários, vizinhos, pais, mães, irmãos, enfim, pessoas comuns, que conhecemos ou não, que perpetuam a insanidade socialmente aceita, até que nós também nos tornemos um transmissor fiel desta mesma deturpação, nos impondo os piores castigos, caso não a respeitemos. Conscientes disto, temos pelo menos uma chance de modificar estes padrões de valores doentios, que se auto reproduzem indefinidamente, dentro e fora de nós.

Quais são esses valores ? Bem, podemos citar como exemplo, um dos mais arraigados e fundamentais deles, que é o valor atribuído ao dinheiro. O dinheiro em si, não é nem bom nem mal, ele depende do modo como o encaramos, do modo como o tratamos, porém, o dinheiro tem servido para encobrir nossas mais profundas distorções. Quantas vezes já não nos sentimos inferiorizados, menos favorecidos que os outros, rejeitados e excluídos de um grupo, de uma situação, de nossa família por não termos dinheiro ? Por não nos encaixarmos no padrão estabelecido por essa “sociedade”, que além de criar valores doentios, ignora deliberadamente qualquer tipo de individualidade e diferença e que alimenta a comparação como condição básica para medir nosso potencial.

Neste caso, estamos diante de um valor que nos diz claramente que: se você não tem dinheiro, você não tem valor, se você não tem dinheiro, você é menos, você é inferior, você é nada, você não merece estar vivo. A perversidade deste conceito está no fato de associarmos nosso valor pessoal, nossa auto-estima como seres humanos, nossa individualidade, nosso mais profundo estado de ser, ao quanto de dinheiro conseguimos gerar, conceito este totalmente equivoco. Ainda mais perverso, que também não importa da onde tenha vindo o dinheiro, contanto que ele esteja visível em forma de carros, casas, nº de cartões de crédito, roupas, viagens, contas bancárias, etc.

Não estamos afirmando aqui que o dinheiro seja sujo ou desnecessário, mas, sim, a forma como o dinheiro tem servido de pretexto para nos infligirmos os mais absurdos comportamentos, que fomentam a exclusão, o desafeto, a falta de compaixão, a inimizade, a violência, a doença, a ganância, a corrupção, a inveja, o complexo de inferioridade, a competição, a submissão, a anulação, a infelicidade, a depressão, a ansiedade, a ódio, o medo, o aprisionamento, etc.

Felizmente nem tudo está perdido, uma vez que existem tentativas de pessoas, que por inspiração ou missão de vida, abrem uma fenda neste sistema doentio e nos mostram que outros caminhos, talvez mais inteligentes, mais saudáveis e humanos são possíveis, como é o caso da ex-professora e ex-psicoterapeuta alemã de 69 anos: Heidemarie Schwermer que afirma que: “O dinheiro nos distrai do que é mais importante

We live in a perverse society that conditions us to assume values ​​that has no value at all and that are, at best, distorted. This perversity becomes even more dangerous when we do not question its bases and only join the endless sea of ​​people following their miserable lives materially and emotionally, contributing to the system to become even more annihilator.

It is important to realize that this “society” to which we refer, is not a shapeless mass, distant and inaccessible, as would they like us to believe, but, rather formed by the values ​​of our families, the values ​​of our relatives, friends, enemies, bosses, employees, neighbors, fathers, mothers, brothers, finally, ordinary people, we know it or not, that perpetuates this socially accepted insanity, until we also become a faithful transmitter of this  misrepresentation, imposing to ourselves the worst punishments, if we do not respect it. Aware of this, at least we have a chance to modify these ​​unhealthy values patterns that reproduce themselves indefinitely, inside and outside of us.

What are these values? Well, we can cite as an example, one of the most fundamental and rooted of them, which is the value assigned to money. Money itself is neither good nor bad, it depends on how we look at it, how we treat it, but, up to now, money has served to conceal our deepest distortions. How many times haven’t we  feel inferior, less fortunate than others, rejected and excluded from a group, of  a situation in our family for not having money? Because we do not fit to what was set by this “society”, which besides creating unhealthy values, deliberately ignores any kind of individuality and difference and that feeds the comparison as a basic condition to measure our potential.

In this case, we have a value that tells us clearly that: if you have no money, you have no value, if you do not have money, you are less, you are inferior, you are a loser, you are nothing, you do not deserve to be alive. The perversity of this concept lies in the fact of associating our self-worth, our self-worth as human beings, our individuality, our deepest state of being, to how much money you have or can generate, concept that is totally mistaken. Even more perverse, the fact that, it does not matter where your money came from, as long as it is visible in the form of cars, houses, number of credit cards, clothing, travels, bank accounts, etc.

We are not saying here that money is dirty or unnecessary, but up to now,  money has served as a pretext to inflict upon ourselves and others the most absurd behaviors that foster exclusion, disaffection, lack of compassion, enmity, violence, disease, greed, corruption, jealousy, inferiority complex, competition, submission, annulment, unhappiness, depression, anxiety, anger, fear, imprisonment, etc.

Fortunately we are not completely lost, since there are people’s attempts, who for inspiration or life mission, try to open a crack in this sick system we all live and try to show us that other ways, maybe smarter, healthier and more human are possible, as is the case the former teacher and former German psychotherapist of 69 years: Heidemarie Schwermer which states that: “Money distracts us from what is most important,”.

abs, regards,

Carl

Dificuldade de relacionamento com os outros – O Complexo Materno

Posted in Dificuldade de relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 17, 2011 by carl1ike

Se vc percebe que geralmente prefere ficar isolado, que evita as pessoas, que prefere passar desapercebido, que os outros lhe causam perturbações, talvez vc seja vítima de sua anima mal resolvida ou do complexo materno. Vamos entender o que é esse problema, que está profundamente vinculado à mãe:

“Há casos em que o complexo materno tem uma influência velada, não sendo caracterizados como um desvio patológico propriamente dito, sua atuação é percebida de diversas formas e em diferentes fases da vida do homem, atrapalhando, senão impedindo, o seu relacionamento consigo mesmo e com outras pessoas.

Neste Artigo analisaremos os efeitos do complexo materno no desenvolvimento da anima no homem.

O complexo materno que é a idéia de mãe carregada de afetividade existe em todos nós. O experimentamos como a necessidade de carinho, proteção e ligação. Se a experiência inicial que temos na vida, através da relação primal, for satisfatória e atender estas necessidades sentiremos que a vida é algo bom e que seremos amados e protegidos sempre.  Se a nossa primeira experiência não foi boa, vamos nos sentir desligados de tudo e sem raízes.

 A influência mais acentuada do complexo materno não solucionado, no homem, é a dificuldade que este encontra em relacionar-se com sua anima. 

 A anima é o arquétipo do relacionamento interno, ou seja, é responsável pelo contato do ego com o mundo interno e a qualidade deste contato determinará qual vai ser a qualidade do relacionamento do homem com o mundo externo, com as outras pessoas.  Como vimos, no capítulo I, é também, o arquétipo que representa o lado feminino no homem  mas sua a principal função, segundo Jung, é a de instrumentar o homem, quando reconhecida, para seu autoconhecimento conduzindo-o no seu inconsciente, promovendo a relação entre seu ego e seu mundo interno.  Portanto, o reconhecimento da anima é um fator decisivo do processo de individuação.

Mas afinal o que a anima significa na vida do homem?  Porque é um arquétipo tão importante na psicologia masculina?  A anima é a alma do homem, é o que lhe dá vida, é o que dá profundidade à sua existência, dá-lhe sabedoria, paixão e vontade de viver.  É alma, porém não no sentido religioso que conhecemos e tentamos de todas as maneiras salvá-la das garras do inferno após a morte.  A anima poderá ser o próprio inferno na vida de um homem ou poderá ser seu verdadeiro paraíso aqui na terra, basta entender seu significado e não abandoná-la.

Jung falou muitas vezes da anima e uma delas se pronunciou da seguinte maneira:- “A anima é um fator de maior importância na psicologia do homem, sempre que são mobilizados suas emoções e afetos.  Ela  intensifica, exagera, falseia e mitologiza todas as relações emocionais com a profissão e pessoas de ambos os sexos.  As teias da fantasia a ela subjacentes são obra sua.  Quando a anima é constelada mais intensamente ela abranda o caráter do homem, tornando-o excessivamente sensível, irritável, de humor instável, ciumento, vaidoso e desajustado.  Ele vive num estado de mal-estar consigo mesmo e o irradia a toda volta.  Às vezes, a relação do homem com uma mulher que capturou sua anima revela a existência da síndrome.”

A anima é aquilo que o homem desconhece nele mesmo, se o que ele conhece é seu ego masculino o que desconhece é sua anima, seu feminino, Jung expressa-se, quanto a este aspecto, da seguinte maneira: “O que não é eu, isto é, masculino, é provavelmente feminino; como o não-eu é sentido como não pertencente ao eu, e por isso está fora do eu, a imagem da anima  é geralmente projetada em mulheres.”

A primeira mulher a receber esta projeção é a mãe, a influência exercida pelo complexo materno nesta fase decidirá sobre o sucesso ou insucesso na retirada desta projeção.  O poder dominante da mãe poderá segurar a anima do filho numa relação infantil como vimos no capítulo I pág.20.  Jung diz o seguinte: “A figura da anima que conferia à mãe, na ótica do filho, um brilho sobrenatural é desfeita gradualmente pela banalidade cotidiana, voltando para o inconsciente, sem que com isso perca sua tensão originária e instintividade.  A partir desse momento ela está pronta a irromper e projetar-se na primeira oportunidade, quando uma figura feminina o impressionar, rompendo a cotidianidade.”

A projeção é um mal necessário, pois somente podemos conhecer nossos conteúdos inconscientes quando projetados no mundo externo de maneira que podemos olhar e ver-nos como num espelho.  Naturalmente, a dificuldade reside no reconhecimento de que as características que vemos são nossas, pertencem ao mais íntimo de nós mesmos.  Esta dificuldade deverá ser vencida com o decorrer da vida e com a vontade consciente de voltarmos para nós mesmos em busca de respostas às nossas mais profundas dúvidas.

Em se tratando do homem em geral, ou seja, aquele que não apresenta distúrbios sérios identificados dentro da estreiteza da psicopatologia, vamos encontrar aspectos também desastrosos quando possuído pela anima inconsciente.  Suas projeções são carregadas de animosidade, e atribui facilmente à mulher, enquanto companheira, suas próprias indisposições e seu mau humor, características de uma anima insatisfeita.  A mulher que era uma deusa se transforma em bruxa com a maior facilidade.

Jung salienta que a manifestação do arquétipo da anima se dá de diversas formas, nas experiências amorosas são bastante significativas;  “Nas experiências da vida amorosa do homem a psicologia deste arquétipo manifesta-se sob a forma de uma fascinação sem limites, de uma supervalorização e ofuscamento, ou sob a forma da misoginia em todos os seus graus e variantes, que não se explicam de modo algum pela natureza dos “objetos” em questão, mas apenas pela transferência do complexo materno.  No entanto, este é criado primeiro pela assimilação da mãe – o que é normal e sempre presente – a parte feminina do arquétipo preexistente de um par de opostos “masculino-feminino” e , secundariamente, por uma demora anormal a destacar-se da imagem primordial da mãe.”

O modo mais visível que temos para observar a projeção da anima é no ato de apaixonar-se, que é valioso para a aproximação dos sexos e com isso dar inicio a um relacionamento, porque somente através do relacionamento com o outro é que conseguimos desenvolver e integrar nossos aspectos inconscientes.  O apaixonar-se, para o homem, consiste na projeção de sua anima numa mulher e fascinar-se pelo que vê.  Entretanto, o relacionamento do homem com a mulher amada não será melhor do que seu relacionamento com sua própria anima.

O relacionamento entre homem e mulher requer habilidade, disponibilidade, interesse mútuo e muito trabalho, isto tudo implica em amadurecimento de várias instâncias psíquicas inclusive e principalmente, no caso do homem, da anima.

A anima inconsciente prejudica o homem não só nas suas relações amorosas, mas também em outras relações como o trabalho, por exemplo.  Não é raro observarmos certos comportamentos em homens de negócios, executivos aparentemente fortes, que sem mais nem menos se sente atacados por estados emocionais que o dominam descaracterizando totalmente sua persona.  Seu comportamento torna-se bizarro, e o homem aparentemente forte transforma-se num garoto birrento de palavras fúteis.  É o verdadeiro filhinho dominado pela mãe.

Segundo Jung, até a metade da vida, mais ou menos 35 anos, o homem não necessita estar conectado com sua anima, porque deverá estar voltado para o mundo externo procurando atingir objetivos materiais, após a meia idade no entanto, o homem não consegue ter uma vida tranqüila se não se ligar à sua anima, diz ele:- “Depois da metade da vida, no entanto, a perda permanente da anima significa uma diminuição progressiva da vitalidade, flexibilidade e humanidade.  Em geral, disso vai resultar uma rigidez prematura, quando não uma esclerose, estereotipia, unilateralidade fanática, obstinação, pedantismo ou seu contrário: resignação, cansaço, desleixo, irresponsabilidade e finalmente um ramolissement infantil, com tendência ao alcoolismo.  Depois da metade da vida deveria restabelecer-se, na medida do possível, a conexão com a esfera da vivência arquetípica.”

Na meia idade, quando o homem encontra-se no auge de suas realizações masculinas, ele experimenta com mais intensidade seus complexos e possessões pela anima.  Uma depressão, característica desta fase, poderá vir acompanhada de uma voz interna que o acusa de tudo o quanto ele não realizou, aponta seus pontos fracos no que se refere às suas emoções e sentimentos internos.  Essa voz, ou este pensamento, diz Sanford, “personifica a anima que se tornou absolutamente amarga e tenebrosa” por ter sido, até então desconsiderada e deixada de lado. Continua Sanford: “Ela é a imagem viva do fracasso do homem ao lidar com o outro lado de sua vida – o lado feminino, o lado espiritual, o lado da alma.  Ela se mostra tenebrosa e monstruosa em proporção direta com o sucesso exterior do homem e com a negação interior das coisas da alma.”

Um homem que não consegue expressar seus sentimentos e dar expressão à sua anima, se transformará numa pessoa ressentida e mal humorada.  Diz SANFORD:  “Um homem que vive sempre evitando encontros de cunho emocional com outras pessoas é dominado pela Mãe. Uma das formas de ele se libertar de seu complexo de Mãe consiste em expressar-se através do relacionamento.”

Quando um homem não expõe seus sentimentos porque tem medo da mulher brigar com ele, está regredindo a um estado anterior infantil, quando sua mãe, muito provavelmente fortemente dominante e manipuladora, mostrava-se zangada e descontente com seu comportamento.  O medo que o homem sente é o da rejeição que um dia já foi experimentado através da zanga da mãe.  O homem precisa desvencilhar-se do complexo materno, vivenciando-o plenamente pelo relacionamento.  Caso contrário, ele será sempre o menino que encolhe os ombros perante uma mulher.  O homem precisa ajudar a si próprio, salienta Sanford:  “Isto significa que ele tem de descobrir e ajudar o meninozinho que existe dentro dele. Ao reconhecer o seu lado de meninozinho magoado, fica muito menos exposto a se identificar com ele, e pode conservar-se mais como homem que deve ser no relacionamento com a mulher em sua vida.”

Para o homem, um comprometimento no desenlace do complexo materno, inevitavelmente acarretará uma dificuldade no reconhecimento de sua anima e, portanto, dificuldades em relacionar-se com outras pessoas e com ele mesmo. O homem sente-se inseguro, porque não consegue controlar suas emoções, sente-se deprimido e é assolado, constantemente, pelo mau humor, sendo todos esses efeitos característicos de uma anima inconsciente, mal entendida.

Para o reconhecimento da anima e sua conseqüente integração na consciência, o homem em dificuldades, necessita primeiramente livrar-se dos resquícios do um complexo materno mal resolvido.  A anima mesmo atuando negativamente poderá abrir caminho para que o homem se liberte do complexo materno, basta para isso dar importância aos seus sentimentos. Uma vez liberto de seu complexo materno, poderá relacionar-se adequadamente com sua anima.

O homem deverá, então, dar ouvidos à sua anima e não evitá-la, deverá vivenciar este estado profundamente e não fugir dele através de subterfúgios como drogas, bebidas, separação da esposa, etc. Estes são artifícios enganosos que não o ajudarão em nada a encontrar o caminho da realização.  Se o homem aceitar estas suas indisposições e usar a auto-reflexão, sua anima reconhecida se tornará uma grande aliada no caminho da individuação.   Quanto mais ignorados forem os lados negativos das figuras internas, no caso, a anima, mais fortemente eles atuarão provocando resultados indesejáveis.

Uma maneira de que o homem dispõe para manter um primeiro contato com sua anima é reconhecer o problema que lhe afligi como seu mau humor, a insatisfação, suas fantasias, o que significa reconhecer as projeções tornando-as conscientes.  A anima inconsciente usa vários recursos para se manifestar e com isso obter atenção, o mais freqüente  é encher a cabeça do homem de fantasias sexual-erótica, o homem neste estado, envolve-se num auto-erotismo e passa a interessar-se por filmes, livros revistas pornográficas e  outros, demonstrando uma postura infantil perante a sexualidade.

O homem poderá libertar-se de sua anima nociva quando aprende a lidar com os seus sentimentos e expressá-los através do relacionamento com os outros.  Sanford diz que: “Desta maneira ele escapa da Mãe e desenvolve seu lado Eros”

A anima, dizia Jung, “é o arquétipo da vida” e  um homem sem relacionar-se com o seu mundo interior terá uma vida sem criatividade, sem emoção, poderá até obter grande sucesso, porém ficará sempre insatisfeito, sentindo um vazio interior.  A anima, além de mediadora, alerta o homem para a busca de sua verdadeira essência.  É a alma do homem e dá a ele ânimo para lutar e coragem para enfrentar os sofrimentos da vida.

O desenvolvimento da anima passa por quatro níveis, segundo observa Jung, que não ocorrem, necessariamente, um após o outro e  estão representados simbolicamente da seguinte forma:  O primeiro estágio simbolizado na figura de Eva, como mulher primitiva e induz um relacionamento instintivo e biológico; o segundo estágio pode ser representado por Helena de Fausto, ela representa as mulheres também num sentido erótico porém mais ligadas ao romântico e especialmente atraentes; o terceiro estágio fica bem exemplificado pela Virgem Maria que é uma forma espiritualizada e sacralizada  da anima e, por último, um estágio em que a anima está simbolizada pela sabedoria e manifesta-se sob a forma de uma mulher divina, pela Sapiência que transcende a santidade.  Estes estágios são normalmente observados em sonhos, contos de fadas, mitos e na literatura.  Embora o quarto estágio é o estágio ideal do desenvolvimento, os Junguianos concordam que é praticamente impossível de ser alcançado. No entanto, com esforço e dedicação o homem poderá obter um grau de desenvolvimento bastante satisfatório em relação à sua anima.

Uma importante  característica gerada no complexo materno é o medo que o homem desenvolve do Feminino e que dificulta consideravelmente o desenvolvimento da anima. Este medo tem origem na primeira fase de diferenciação do ego quando o ego-herói é afugentado pela Mãe Terrível que ao mesmo tempo lança seus tentáculos na tentativa de reter o filho, conforme capítulo II item 3 pág.42.

Sobre o medo do Feminino, NEUMANN diz: “O medo patológico que a criança tem do feminino, a “bruxa” do verdadeiro complexo materno, faz um contraste com seu medo normal ligado à transição para o desenvolvimento. Esquematicamente, podemos distinguir três formas principais de expressão deste complexo. A primeira é a prisão do ego pela “Mãe”, evitando assim a progressão necessária ao desenvolvimento. A segunda, é que há uma tendência regressiva no ego, isto é, uma perturbação do ego da criança na qual a tendência progressiva não é suficientemente forte ou foi desviada por uma tendência instintiva, regressiva, a sair em busca da fase matriarcal. Em terceiro lugar, porém, pode estar presente uma constelação na qual um desenvolvimento já realizado, progressivo, do ego é destruído.”

O medo do Feminino é visivelmente observado na violência do homem em relação à mulher.  Não conseguindo relacionar-se com o seu Feminino interno, sua anima, porque está bloqueada pelo medo enraizado nas entranhas do complexo materno, ataca a mulher como defesa.  É o poder em detrimento do amor, porque onde domina o poder não há espaço para  o amor.

Outra maneira que o homem tem para expressar seu medo do Feminino é  fugindo de seus próprios sentimentos uma vez que eles são vistos como características próprias  das mulheres.  Agindo assim, afastam-se de sua própria anima ficando alienados dentro deles mesmos.  Este pavor do Feminino também é percebido através das críticas que os homens recebem de seus companheiros se demonstrarem  fraquezas, muitos são capazes de afastarem-se por medo de verem-se refletidos  no medo do amigo.

         Outro medo que vem do complexo materno, em  relação  ao Feminino, é instalado com a ajuda da figura paterna.  Embora não tenha sido enfatizada a importância do papel do pai no desenvolvimento infantil, não significa que sua imagem arquetípica e sua presença real sejam menos importantes no desenvolvimento do menino do que o papel da mãe.  O pai tem um papel importante em todas as fases de desenvolvimento do menino. Na transição do matriarcado para o patriarcado, por exemplo, desempenhará uma função de equilíbrio para a força poderosa da mãe. Sua postura e suas condições psicológicas, sendo adequadas, poderão servir como incentivo ao crescimento do filho funcionando como uma ponte que ajudará o menino a transcender do mundo da mãe para o mundo do pai.  Se, ao contrário, for um pai ausente tanto fisicamente quanto psicologicamente o menino poderá permanecer preso à mãe. 

         Como vimos, o ego entra em luta contra o dragão para obter sua própria libertação, uma outra luta, no entanto está prevista e se  dará para, desta vez, resgatar o Feminino, representado pela anima, que ficou preço à mãe.  A anima significa o Feminino enquanto transformação é um novo rumo a um novo destino desconhecido.  Tudo o que é novo e transformador é excitante, mas gera medo. O medo que o ego enfrenta desta vez é o medo do Feminino independente.  Neumann salienta que este medo do desconhecido é causado pela insegurança do ego que ficou preso ao mundo da mãe, diz ele: “Todas as vezes que o desenvolvimento do ego masculino é perturbado e que ele não alcançou a independência, por exemplo, quando seu ego permaneceu infantil em virtude de uma fixação na mãe e não alcançou a “combatividade” necessária ao ego heróico – cada exigência de “transformação”, cada exigência de desenvolvimento rumo a algo desconhecido e distante de tudo que proporciona segurança, é respondido com medo e na defensiva.”

O pai agora, também tem um papel especial, se for influenciado por um complexo materno, poderá reagir violentamente contra este, demonstrando seu medo terrível do feminino, deixando, assim, de ser um modelo saudável para o filho na sua relação com o feminino.  O medo que o menino sente do feminino e que perpetuará por toda sua vida se não analisado, também é responsabilidade do pai, ou seja, de como o pai age em relação ao seu próprio feminino.

A raiva que muitos homens sente de suas mulheres é, em alguns casos, resultado de abuso infantil, no entanto, a maioria das vezes os casos não se ajustam a este perfil, mas aparece como conseqüência de excesso de amor materno e falta de amor paterno.  A mãe prende o filho e o pai não o ama suficientemente para ajudá-lo a sair do mundo da mãe.  A dor gerada por este sufoco e abandono é profunda e quando adulto, o homem, não consegue voltar para si mesmo com medo de vivenciar novamente esta dor, então sua relação com os outros se torna insuportável porque vê o outro como fonte de sua dor.

O medo do Feminino no homem adulto é provocado pelo complexo materno e também pelo complexo da anima.    Se o homem estiver preso a um complexo de anima a solução, apesar de trabalhosa envolve uma camada mais recente da psique, é portanto mais fácil de ser atingida, enquanto que se ele estiver preso a um complexo materno que é mais profundo, a solução será conquistada com muito mais  trabalho.  Todas as arestas e resquícios do domínio da mãe deverão ser reavaliados se o homem desejar trilhar o caminho da individuação.

Individuar-se é conhecer a si mesmo tão profundamente que todos os seus conteúdos mais escondidos do inconsciente terão oportunidade para se expressarem na consciência.  É uma perfeita integração de inconsciente e consciente.

O homem só poderá enveredar-se por este caminho se sua principal guia, a anima, estiver sendo reconhecida, atendida e respeitada.

 

Se ela estiver deformada, atuando inconscientemente, não conseguirá exercer sua principal função que é iluminar o caminho do mundo interno.  

 

CONCLUSÃO

 

A mãe e a relação primal é a base do desenvolvimento humano.  A qualidade do relacionamento mãe-filho nos primeiros meses de vida  determina como aquele pequeno indivíduo vai se conduzir no mundo durante toda sua vida. A segurança, a proteção, a ausência de medo e o vínculo afetivo estabelecido nesta fase farão parte da verdadeira base da existência humana.

Qualquer desordem emocional ou física que venha abalar a base que dá sustentação ao bebê poderá destruir-lhe a capacidade de desenvolvimento fixando-o sob o domínio arquetípico materno.

O complexo materno que remonta a fase mais infantil e primitiva do ego  atrapalha ou impede o desenvolvimento integral e a individuação no homem, uma vez que interfere no reconhecimento da anima que é o arquétipo guia do inconsciente.

Quando ativado e inconsciente o complexo materno fixa o homem na mãe e o impede de seguir adiante em busca de sua realização pessoal.  Deforma sua visão de mundo e o deixa vivendo somente na superfície do seu eu consciente.  Interfere em suas relações com outras pessoas, principalmente do sexo oposto e impede a projeção adequada de sua anima.

A anima quando subdesenvolvida pode levar o homem para longe da realidade, manifesta-se negativamente na sua personalidade fazendo com que  se sinta irritado, depressivo e o leve à apatia.  Nada para o homem neste estado está bem, a anima faz dele um sentimental, sensível, melindroso.  Torna-o um tipo afetado que tudo e a todos critica, falta-lhe autonomia, sente-se impossibilitado de relacionar-se adequadamente com uma parceira e muitas vezes o seu desenvolvimento profissional fica aquém de sua capacidade.

O segredo para o homem que tem dificuldade de relacionamentos tanto externos quanto internos é buscar as raízes, ouvindo sua voz interna e manter com ela um diálogo honesto, ser humilde e reconhecer que está atolado na vida e na mãe.

É impossível eliminar totalmente o complexo materno, porém perderá sua energia na medida em que for vivenciado plenamente e seus componentes forem integrados ao consciente.  Ao vivenciar as fantasias e imagens que emergem do complexo, o homem estará construindo uma ponte para o seu inconsciente e dará oportunidade para que sua anima se expresse adequadamente, exercendo sua função de guia.

Embora, ficou demonstrado que a mãe pessoal não deve ser a única responsável pelo desenvolvimento do filho e que o complexo materno não pode ser resolvido reduzindo-o unilateralmente à mãe humana porque, se assim o fosse, estaríamos desconsiderando a existência dos arquétipos, não devemos, no entanto, ignorar que suas atitudes e sentimentos ao lidar com a criança ocupam lugar de destaque. Muitos problemas poderão ser desencadeados a partir do comportamento da mãe independentemente de serem conscientes ou não.  Sabemos ser impossível exercermos controle sobre o nosso inconsciente, porém, quanto às atitudes conscientes maternas, estas sim, poderiam ser balizadas e refletidas, com o objetivo de preservar a unidade psicológica do filho.  Um filho não deverá ser uma válvula de escape, nem tampouco uma tábua de salvação para mães impedidas de se relacionarem adequadamente com seus parceiros.  Deverá ser antes de tudo a oportunidade para que a mãe, enquanto feminino, exerça sua principal função neste mundo que é gerar e fazer crescer nova vida.         Se o  homem deseja sua evolução deverá reconhecer que o inimigo está dentro dele e não fora.  Precisa lutar e desvencilhar-se da dependência dos pais pessoais, senão estará fadado a ver seus relacionamentos  externos desmoronarem-se e impossibilitado de contato com o seu mundo interno.  Ficará preso para sempre no mundo infantil.  O preço mais alto, no entanto, que pagará por não examinar seus medos e não se livrar do complexo materno será o sacrifício  de sua própria alma. 

A cura do homem ferido pelo complexo materno depende primeiro da observação do efeito do seu complexo materno atuando dentro dele.  É preciso coragem, paciência, perseverança e boa vontade para lutar com um mal tão profundo.  A humildade e resignação  para resgatar as projeções também devem estar presentes e a mais importante de todas as tarefas será o desenvolvimento da capacidade de relacionar-se com sua anima com seu lado feminino que o levará a uma viagem surpreendente pelo inconsciente em busca do encontro com o Si-Mesmo.”

 texto escrito pela Psicóloga Clínica – Pós-Graduada e Especialista Junguiana

Vanilde Gerolim Portillo