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Dificuldade de relacionamento com os outros – O Complexo Materno

Posted in Dificuldade de relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 17, 2011 by carl1ike

Se vc percebe que geralmente prefere ficar isolado, que evita as pessoas, que prefere passar desapercebido, que os outros lhe causam perturbações, talvez vc seja vítima de sua anima mal resolvida ou do complexo materno. Vamos entender o que é esse problema, que está profundamente vinculado à mãe:

“Há casos em que o complexo materno tem uma influência velada, não sendo caracterizados como um desvio patológico propriamente dito, sua atuação é percebida de diversas formas e em diferentes fases da vida do homem, atrapalhando, senão impedindo, o seu relacionamento consigo mesmo e com outras pessoas.

Neste Artigo analisaremos os efeitos do complexo materno no desenvolvimento da anima no homem.

O complexo materno que é a idéia de mãe carregada de afetividade existe em todos nós. O experimentamos como a necessidade de carinho, proteção e ligação. Se a experiência inicial que temos na vida, através da relação primal, for satisfatória e atender estas necessidades sentiremos que a vida é algo bom e que seremos amados e protegidos sempre.  Se a nossa primeira experiência não foi boa, vamos nos sentir desligados de tudo e sem raízes.

 A influência mais acentuada do complexo materno não solucionado, no homem, é a dificuldade que este encontra em relacionar-se com sua anima. 

 A anima é o arquétipo do relacionamento interno, ou seja, é responsável pelo contato do ego com o mundo interno e a qualidade deste contato determinará qual vai ser a qualidade do relacionamento do homem com o mundo externo, com as outras pessoas.  Como vimos, no capítulo I, é também, o arquétipo que representa o lado feminino no homem  mas sua a principal função, segundo Jung, é a de instrumentar o homem, quando reconhecida, para seu autoconhecimento conduzindo-o no seu inconsciente, promovendo a relação entre seu ego e seu mundo interno.  Portanto, o reconhecimento da anima é um fator decisivo do processo de individuação.

Mas afinal o que a anima significa na vida do homem?  Porque é um arquétipo tão importante na psicologia masculina?  A anima é a alma do homem, é o que lhe dá vida, é o que dá profundidade à sua existência, dá-lhe sabedoria, paixão e vontade de viver.  É alma, porém não no sentido religioso que conhecemos e tentamos de todas as maneiras salvá-la das garras do inferno após a morte.  A anima poderá ser o próprio inferno na vida de um homem ou poderá ser seu verdadeiro paraíso aqui na terra, basta entender seu significado e não abandoná-la.

Jung falou muitas vezes da anima e uma delas se pronunciou da seguinte maneira:- “A anima é um fator de maior importância na psicologia do homem, sempre que são mobilizados suas emoções e afetos.  Ela  intensifica, exagera, falseia e mitologiza todas as relações emocionais com a profissão e pessoas de ambos os sexos.  As teias da fantasia a ela subjacentes são obra sua.  Quando a anima é constelada mais intensamente ela abranda o caráter do homem, tornando-o excessivamente sensível, irritável, de humor instável, ciumento, vaidoso e desajustado.  Ele vive num estado de mal-estar consigo mesmo e o irradia a toda volta.  Às vezes, a relação do homem com uma mulher que capturou sua anima revela a existência da síndrome.”

A anima é aquilo que o homem desconhece nele mesmo, se o que ele conhece é seu ego masculino o que desconhece é sua anima, seu feminino, Jung expressa-se, quanto a este aspecto, da seguinte maneira: “O que não é eu, isto é, masculino, é provavelmente feminino; como o não-eu é sentido como não pertencente ao eu, e por isso está fora do eu, a imagem da anima  é geralmente projetada em mulheres.”

A primeira mulher a receber esta projeção é a mãe, a influência exercida pelo complexo materno nesta fase decidirá sobre o sucesso ou insucesso na retirada desta projeção.  O poder dominante da mãe poderá segurar a anima do filho numa relação infantil como vimos no capítulo I pág.20.  Jung diz o seguinte: “A figura da anima que conferia à mãe, na ótica do filho, um brilho sobrenatural é desfeita gradualmente pela banalidade cotidiana, voltando para o inconsciente, sem que com isso perca sua tensão originária e instintividade.  A partir desse momento ela está pronta a irromper e projetar-se na primeira oportunidade, quando uma figura feminina o impressionar, rompendo a cotidianidade.”

A projeção é um mal necessário, pois somente podemos conhecer nossos conteúdos inconscientes quando projetados no mundo externo de maneira que podemos olhar e ver-nos como num espelho.  Naturalmente, a dificuldade reside no reconhecimento de que as características que vemos são nossas, pertencem ao mais íntimo de nós mesmos.  Esta dificuldade deverá ser vencida com o decorrer da vida e com a vontade consciente de voltarmos para nós mesmos em busca de respostas às nossas mais profundas dúvidas.

Em se tratando do homem em geral, ou seja, aquele que não apresenta distúrbios sérios identificados dentro da estreiteza da psicopatologia, vamos encontrar aspectos também desastrosos quando possuído pela anima inconsciente.  Suas projeções são carregadas de animosidade, e atribui facilmente à mulher, enquanto companheira, suas próprias indisposições e seu mau humor, características de uma anima insatisfeita.  A mulher que era uma deusa se transforma em bruxa com a maior facilidade.

Jung salienta que a manifestação do arquétipo da anima se dá de diversas formas, nas experiências amorosas são bastante significativas;  “Nas experiências da vida amorosa do homem a psicologia deste arquétipo manifesta-se sob a forma de uma fascinação sem limites, de uma supervalorização e ofuscamento, ou sob a forma da misoginia em todos os seus graus e variantes, que não se explicam de modo algum pela natureza dos “objetos” em questão, mas apenas pela transferência do complexo materno.  No entanto, este é criado primeiro pela assimilação da mãe – o que é normal e sempre presente – a parte feminina do arquétipo preexistente de um par de opostos “masculino-feminino” e , secundariamente, por uma demora anormal a destacar-se da imagem primordial da mãe.”

O modo mais visível que temos para observar a projeção da anima é no ato de apaixonar-se, que é valioso para a aproximação dos sexos e com isso dar inicio a um relacionamento, porque somente através do relacionamento com o outro é que conseguimos desenvolver e integrar nossos aspectos inconscientes.  O apaixonar-se, para o homem, consiste na projeção de sua anima numa mulher e fascinar-se pelo que vê.  Entretanto, o relacionamento do homem com a mulher amada não será melhor do que seu relacionamento com sua própria anima.

O relacionamento entre homem e mulher requer habilidade, disponibilidade, interesse mútuo e muito trabalho, isto tudo implica em amadurecimento de várias instâncias psíquicas inclusive e principalmente, no caso do homem, da anima.

A anima inconsciente prejudica o homem não só nas suas relações amorosas, mas também em outras relações como o trabalho, por exemplo.  Não é raro observarmos certos comportamentos em homens de negócios, executivos aparentemente fortes, que sem mais nem menos se sente atacados por estados emocionais que o dominam descaracterizando totalmente sua persona.  Seu comportamento torna-se bizarro, e o homem aparentemente forte transforma-se num garoto birrento de palavras fúteis.  É o verdadeiro filhinho dominado pela mãe.

Segundo Jung, até a metade da vida, mais ou menos 35 anos, o homem não necessita estar conectado com sua anima, porque deverá estar voltado para o mundo externo procurando atingir objetivos materiais, após a meia idade no entanto, o homem não consegue ter uma vida tranqüila se não se ligar à sua anima, diz ele:- “Depois da metade da vida, no entanto, a perda permanente da anima significa uma diminuição progressiva da vitalidade, flexibilidade e humanidade.  Em geral, disso vai resultar uma rigidez prematura, quando não uma esclerose, estereotipia, unilateralidade fanática, obstinação, pedantismo ou seu contrário: resignação, cansaço, desleixo, irresponsabilidade e finalmente um ramolissement infantil, com tendência ao alcoolismo.  Depois da metade da vida deveria restabelecer-se, na medida do possível, a conexão com a esfera da vivência arquetípica.”

Na meia idade, quando o homem encontra-se no auge de suas realizações masculinas, ele experimenta com mais intensidade seus complexos e possessões pela anima.  Uma depressão, característica desta fase, poderá vir acompanhada de uma voz interna que o acusa de tudo o quanto ele não realizou, aponta seus pontos fracos no que se refere às suas emoções e sentimentos internos.  Essa voz, ou este pensamento, diz Sanford, “personifica a anima que se tornou absolutamente amarga e tenebrosa” por ter sido, até então desconsiderada e deixada de lado. Continua Sanford: “Ela é a imagem viva do fracasso do homem ao lidar com o outro lado de sua vida – o lado feminino, o lado espiritual, o lado da alma.  Ela se mostra tenebrosa e monstruosa em proporção direta com o sucesso exterior do homem e com a negação interior das coisas da alma.”

Um homem que não consegue expressar seus sentimentos e dar expressão à sua anima, se transformará numa pessoa ressentida e mal humorada.  Diz SANFORD:  “Um homem que vive sempre evitando encontros de cunho emocional com outras pessoas é dominado pela Mãe. Uma das formas de ele se libertar de seu complexo de Mãe consiste em expressar-se através do relacionamento.”

Quando um homem não expõe seus sentimentos porque tem medo da mulher brigar com ele, está regredindo a um estado anterior infantil, quando sua mãe, muito provavelmente fortemente dominante e manipuladora, mostrava-se zangada e descontente com seu comportamento.  O medo que o homem sente é o da rejeição que um dia já foi experimentado através da zanga da mãe.  O homem precisa desvencilhar-se do complexo materno, vivenciando-o plenamente pelo relacionamento.  Caso contrário, ele será sempre o menino que encolhe os ombros perante uma mulher.  O homem precisa ajudar a si próprio, salienta Sanford:  “Isto significa que ele tem de descobrir e ajudar o meninozinho que existe dentro dele. Ao reconhecer o seu lado de meninozinho magoado, fica muito menos exposto a se identificar com ele, e pode conservar-se mais como homem que deve ser no relacionamento com a mulher em sua vida.”

Para o homem, um comprometimento no desenlace do complexo materno, inevitavelmente acarretará uma dificuldade no reconhecimento de sua anima e, portanto, dificuldades em relacionar-se com outras pessoas e com ele mesmo. O homem sente-se inseguro, porque não consegue controlar suas emoções, sente-se deprimido e é assolado, constantemente, pelo mau humor, sendo todos esses efeitos característicos de uma anima inconsciente, mal entendida.

Para o reconhecimento da anima e sua conseqüente integração na consciência, o homem em dificuldades, necessita primeiramente livrar-se dos resquícios do um complexo materno mal resolvido.  A anima mesmo atuando negativamente poderá abrir caminho para que o homem se liberte do complexo materno, basta para isso dar importância aos seus sentimentos. Uma vez liberto de seu complexo materno, poderá relacionar-se adequadamente com sua anima.

O homem deverá, então, dar ouvidos à sua anima e não evitá-la, deverá vivenciar este estado profundamente e não fugir dele através de subterfúgios como drogas, bebidas, separação da esposa, etc. Estes são artifícios enganosos que não o ajudarão em nada a encontrar o caminho da realização.  Se o homem aceitar estas suas indisposições e usar a auto-reflexão, sua anima reconhecida se tornará uma grande aliada no caminho da individuação.   Quanto mais ignorados forem os lados negativos das figuras internas, no caso, a anima, mais fortemente eles atuarão provocando resultados indesejáveis.

Uma maneira de que o homem dispõe para manter um primeiro contato com sua anima é reconhecer o problema que lhe afligi como seu mau humor, a insatisfação, suas fantasias, o que significa reconhecer as projeções tornando-as conscientes.  A anima inconsciente usa vários recursos para se manifestar e com isso obter atenção, o mais freqüente  é encher a cabeça do homem de fantasias sexual-erótica, o homem neste estado, envolve-se num auto-erotismo e passa a interessar-se por filmes, livros revistas pornográficas e  outros, demonstrando uma postura infantil perante a sexualidade.

O homem poderá libertar-se de sua anima nociva quando aprende a lidar com os seus sentimentos e expressá-los através do relacionamento com os outros.  Sanford diz que: “Desta maneira ele escapa da Mãe e desenvolve seu lado Eros”

A anima, dizia Jung, “é o arquétipo da vida” e  um homem sem relacionar-se com o seu mundo interior terá uma vida sem criatividade, sem emoção, poderá até obter grande sucesso, porém ficará sempre insatisfeito, sentindo um vazio interior.  A anima, além de mediadora, alerta o homem para a busca de sua verdadeira essência.  É a alma do homem e dá a ele ânimo para lutar e coragem para enfrentar os sofrimentos da vida.

O desenvolvimento da anima passa por quatro níveis, segundo observa Jung, que não ocorrem, necessariamente, um após o outro e  estão representados simbolicamente da seguinte forma:  O primeiro estágio simbolizado na figura de Eva, como mulher primitiva e induz um relacionamento instintivo e biológico; o segundo estágio pode ser representado por Helena de Fausto, ela representa as mulheres também num sentido erótico porém mais ligadas ao romântico e especialmente atraentes; o terceiro estágio fica bem exemplificado pela Virgem Maria que é uma forma espiritualizada e sacralizada  da anima e, por último, um estágio em que a anima está simbolizada pela sabedoria e manifesta-se sob a forma de uma mulher divina, pela Sapiência que transcende a santidade.  Estes estágios são normalmente observados em sonhos, contos de fadas, mitos e na literatura.  Embora o quarto estágio é o estágio ideal do desenvolvimento, os Junguianos concordam que é praticamente impossível de ser alcançado. No entanto, com esforço e dedicação o homem poderá obter um grau de desenvolvimento bastante satisfatório em relação à sua anima.

Uma importante  característica gerada no complexo materno é o medo que o homem desenvolve do Feminino e que dificulta consideravelmente o desenvolvimento da anima. Este medo tem origem na primeira fase de diferenciação do ego quando o ego-herói é afugentado pela Mãe Terrível que ao mesmo tempo lança seus tentáculos na tentativa de reter o filho, conforme capítulo II item 3 pág.42.

Sobre o medo do Feminino, NEUMANN diz: “O medo patológico que a criança tem do feminino, a “bruxa” do verdadeiro complexo materno, faz um contraste com seu medo normal ligado à transição para o desenvolvimento. Esquematicamente, podemos distinguir três formas principais de expressão deste complexo. A primeira é a prisão do ego pela “Mãe”, evitando assim a progressão necessária ao desenvolvimento. A segunda, é que há uma tendência regressiva no ego, isto é, uma perturbação do ego da criança na qual a tendência progressiva não é suficientemente forte ou foi desviada por uma tendência instintiva, regressiva, a sair em busca da fase matriarcal. Em terceiro lugar, porém, pode estar presente uma constelação na qual um desenvolvimento já realizado, progressivo, do ego é destruído.”

O medo do Feminino é visivelmente observado na violência do homem em relação à mulher.  Não conseguindo relacionar-se com o seu Feminino interno, sua anima, porque está bloqueada pelo medo enraizado nas entranhas do complexo materno, ataca a mulher como defesa.  É o poder em detrimento do amor, porque onde domina o poder não há espaço para  o amor.

Outra maneira que o homem tem para expressar seu medo do Feminino é  fugindo de seus próprios sentimentos uma vez que eles são vistos como características próprias  das mulheres.  Agindo assim, afastam-se de sua própria anima ficando alienados dentro deles mesmos.  Este pavor do Feminino também é percebido através das críticas que os homens recebem de seus companheiros se demonstrarem  fraquezas, muitos são capazes de afastarem-se por medo de verem-se refletidos  no medo do amigo.

         Outro medo que vem do complexo materno, em  relação  ao Feminino, é instalado com a ajuda da figura paterna.  Embora não tenha sido enfatizada a importância do papel do pai no desenvolvimento infantil, não significa que sua imagem arquetípica e sua presença real sejam menos importantes no desenvolvimento do menino do que o papel da mãe.  O pai tem um papel importante em todas as fases de desenvolvimento do menino. Na transição do matriarcado para o patriarcado, por exemplo, desempenhará uma função de equilíbrio para a força poderosa da mãe. Sua postura e suas condições psicológicas, sendo adequadas, poderão servir como incentivo ao crescimento do filho funcionando como uma ponte que ajudará o menino a transcender do mundo da mãe para o mundo do pai.  Se, ao contrário, for um pai ausente tanto fisicamente quanto psicologicamente o menino poderá permanecer preso à mãe. 

         Como vimos, o ego entra em luta contra o dragão para obter sua própria libertação, uma outra luta, no entanto está prevista e se  dará para, desta vez, resgatar o Feminino, representado pela anima, que ficou preço à mãe.  A anima significa o Feminino enquanto transformação é um novo rumo a um novo destino desconhecido.  Tudo o que é novo e transformador é excitante, mas gera medo. O medo que o ego enfrenta desta vez é o medo do Feminino independente.  Neumann salienta que este medo do desconhecido é causado pela insegurança do ego que ficou preso ao mundo da mãe, diz ele: “Todas as vezes que o desenvolvimento do ego masculino é perturbado e que ele não alcançou a independência, por exemplo, quando seu ego permaneceu infantil em virtude de uma fixação na mãe e não alcançou a “combatividade” necessária ao ego heróico – cada exigência de “transformação”, cada exigência de desenvolvimento rumo a algo desconhecido e distante de tudo que proporciona segurança, é respondido com medo e na defensiva.”

O pai agora, também tem um papel especial, se for influenciado por um complexo materno, poderá reagir violentamente contra este, demonstrando seu medo terrível do feminino, deixando, assim, de ser um modelo saudável para o filho na sua relação com o feminino.  O medo que o menino sente do feminino e que perpetuará por toda sua vida se não analisado, também é responsabilidade do pai, ou seja, de como o pai age em relação ao seu próprio feminino.

A raiva que muitos homens sente de suas mulheres é, em alguns casos, resultado de abuso infantil, no entanto, a maioria das vezes os casos não se ajustam a este perfil, mas aparece como conseqüência de excesso de amor materno e falta de amor paterno.  A mãe prende o filho e o pai não o ama suficientemente para ajudá-lo a sair do mundo da mãe.  A dor gerada por este sufoco e abandono é profunda e quando adulto, o homem, não consegue voltar para si mesmo com medo de vivenciar novamente esta dor, então sua relação com os outros se torna insuportável porque vê o outro como fonte de sua dor.

O medo do Feminino no homem adulto é provocado pelo complexo materno e também pelo complexo da anima.    Se o homem estiver preso a um complexo de anima a solução, apesar de trabalhosa envolve uma camada mais recente da psique, é portanto mais fácil de ser atingida, enquanto que se ele estiver preso a um complexo materno que é mais profundo, a solução será conquistada com muito mais  trabalho.  Todas as arestas e resquícios do domínio da mãe deverão ser reavaliados se o homem desejar trilhar o caminho da individuação.

Individuar-se é conhecer a si mesmo tão profundamente que todos os seus conteúdos mais escondidos do inconsciente terão oportunidade para se expressarem na consciência.  É uma perfeita integração de inconsciente e consciente.

O homem só poderá enveredar-se por este caminho se sua principal guia, a anima, estiver sendo reconhecida, atendida e respeitada.

 

Se ela estiver deformada, atuando inconscientemente, não conseguirá exercer sua principal função que é iluminar o caminho do mundo interno.  

 

CONCLUSÃO

 

A mãe e a relação primal é a base do desenvolvimento humano.  A qualidade do relacionamento mãe-filho nos primeiros meses de vida  determina como aquele pequeno indivíduo vai se conduzir no mundo durante toda sua vida. A segurança, a proteção, a ausência de medo e o vínculo afetivo estabelecido nesta fase farão parte da verdadeira base da existência humana.

Qualquer desordem emocional ou física que venha abalar a base que dá sustentação ao bebê poderá destruir-lhe a capacidade de desenvolvimento fixando-o sob o domínio arquetípico materno.

O complexo materno que remonta a fase mais infantil e primitiva do ego  atrapalha ou impede o desenvolvimento integral e a individuação no homem, uma vez que interfere no reconhecimento da anima que é o arquétipo guia do inconsciente.

Quando ativado e inconsciente o complexo materno fixa o homem na mãe e o impede de seguir adiante em busca de sua realização pessoal.  Deforma sua visão de mundo e o deixa vivendo somente na superfície do seu eu consciente.  Interfere em suas relações com outras pessoas, principalmente do sexo oposto e impede a projeção adequada de sua anima.

A anima quando subdesenvolvida pode levar o homem para longe da realidade, manifesta-se negativamente na sua personalidade fazendo com que  se sinta irritado, depressivo e o leve à apatia.  Nada para o homem neste estado está bem, a anima faz dele um sentimental, sensível, melindroso.  Torna-o um tipo afetado que tudo e a todos critica, falta-lhe autonomia, sente-se impossibilitado de relacionar-se adequadamente com uma parceira e muitas vezes o seu desenvolvimento profissional fica aquém de sua capacidade.

O segredo para o homem que tem dificuldade de relacionamentos tanto externos quanto internos é buscar as raízes, ouvindo sua voz interna e manter com ela um diálogo honesto, ser humilde e reconhecer que está atolado na vida e na mãe.

É impossível eliminar totalmente o complexo materno, porém perderá sua energia na medida em que for vivenciado plenamente e seus componentes forem integrados ao consciente.  Ao vivenciar as fantasias e imagens que emergem do complexo, o homem estará construindo uma ponte para o seu inconsciente e dará oportunidade para que sua anima se expresse adequadamente, exercendo sua função de guia.

Embora, ficou demonstrado que a mãe pessoal não deve ser a única responsável pelo desenvolvimento do filho e que o complexo materno não pode ser resolvido reduzindo-o unilateralmente à mãe humana porque, se assim o fosse, estaríamos desconsiderando a existência dos arquétipos, não devemos, no entanto, ignorar que suas atitudes e sentimentos ao lidar com a criança ocupam lugar de destaque. Muitos problemas poderão ser desencadeados a partir do comportamento da mãe independentemente de serem conscientes ou não.  Sabemos ser impossível exercermos controle sobre o nosso inconsciente, porém, quanto às atitudes conscientes maternas, estas sim, poderiam ser balizadas e refletidas, com o objetivo de preservar a unidade psicológica do filho.  Um filho não deverá ser uma válvula de escape, nem tampouco uma tábua de salvação para mães impedidas de se relacionarem adequadamente com seus parceiros.  Deverá ser antes de tudo a oportunidade para que a mãe, enquanto feminino, exerça sua principal função neste mundo que é gerar e fazer crescer nova vida.         Se o  homem deseja sua evolução deverá reconhecer que o inimigo está dentro dele e não fora.  Precisa lutar e desvencilhar-se da dependência dos pais pessoais, senão estará fadado a ver seus relacionamentos  externos desmoronarem-se e impossibilitado de contato com o seu mundo interno.  Ficará preso para sempre no mundo infantil.  O preço mais alto, no entanto, que pagará por não examinar seus medos e não se livrar do complexo materno será o sacrifício  de sua própria alma. 

A cura do homem ferido pelo complexo materno depende primeiro da observação do efeito do seu complexo materno atuando dentro dele.  É preciso coragem, paciência, perseverança e boa vontade para lutar com um mal tão profundo.  A humildade e resignação  para resgatar as projeções também devem estar presentes e a mais importante de todas as tarefas será o desenvolvimento da capacidade de relacionar-se com sua anima com seu lado feminino que o levará a uma viagem surpreendente pelo inconsciente em busca do encontro com o Si-Mesmo.”

 texto escrito pela Psicóloga Clínica – Pós-Graduada e Especialista Junguiana

Vanilde Gerolim Portillo

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Para ter a ajuda dos seus Guias Espirituais

Posted in Ajuda dos Guias Espirituais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 13, 2010 by carl1ike

Muitas situações que passamos na vida, exigem a ajuda de nossos Guias Espirituais, portanto, vejam algumas dicas de como tê-los mais próximos de nós.

  • Seja grato pelo que já está presente na sua vida – desde uma coisa pequena, como uma linda flor que abriu na sua sacada ou jardim, passando pelas grandes bênçãos afetivas, materiais e espirituais.
  • Procure manter uma atitude aberta, não se feche, não se “encaixote”, não fique rígido em relação ao que acontece – deixe-se surpreender pela sua capacidade de fazer escolhas inusitadas.
  • Manter a casa e o ambiente de trabalho em ordem, limpos, com espaços abertos para o Ch’í circular, isto é, sem atravancar de móveis. Nestes lugares tenha uma imagem de uma divindade a quem você é devoto ou um mestre iluminado que você tem especial ligação, um altar (que pode ser dentro de um armário) ou um “cantinho” onde você acende suas velinhas, faz suas orações e conecta com a espiritualidade. Sua casa é seu templo – vivifique o lugar onde você vive. E, se o detesta, atraia a moradia que deseja.
  • Meditação, yôga, técnicas de relaxamento e outras atividades que ajudam a acalmar e silenciar a mente sempre ajudam para criar o “meio ambiente” onde a comunicação com o plano espiritual é mais fácil. Permitir momentos onde se estabelece um tempo mais orgânico, visceral, lento. Crie espaço interno para “ouvir” e “ver”.
  • Regra básica: auto-desenvolvimento. Quando você faz a Senda do Buscador e está tendo ajuda terapêutica, participando de grupos pró-desenvolvimento humano, aprendendo coisas importantes e, igualmente, realizando a missão de aprendizado que veio fazer, seus guias e orientadores estão por perto. Gaste tempo e invista em auto-descoberta. Evolua.
  • Contato com a natureza – a divindade respira na natureza. (e você também!)
  • Prazer, alegria e orgasmo. No momento do prazer, geramos energia através da subida da kundalini (uma flecha de energia que é gerada lá no primeiro chakra e que, no momento do orgasmo, sobe passando por todos os chakras e purificando-os). Porém, estamos falando de Sexualidade Curativa e Geradora. Relações de opressão, violência e abuso não entram nesta categoria.
  • Não considere falar com um guia o “bicho de sete cabeças”, que exige que você esteja num estado alterado de consciência de quase transe ou em “estado alfa”. Provavelmente, aquela voz que você “ouviu” no carro dizendo “acho melhor pegar outro caminho, aqui vai ter alguma coisa errada” naquele dia quente no centro da cidade, era o seu guia, que podia ver um acidente à frente, com um engarrafamento enorme. A comunicação acontece assim, do mesmo jeito que você fala com seus amigos ao telefone. Não complique.
  • Comer comidas mais leves, sem a presença de carne ou sem excesso de açúcar pode ajudar nas fases iniciais do desenvolvimento da percepção, mas não faz diferença nos estágios mais avançados (a questão é que quando você chega nos “estágios mais avançados”, às vezes não se sintoniza mais com certos tipos de alimento). Quando a comunicação se estabelece, ela pode ficar mais ou menos clara, dependendo de nossos hábitos alimentares e de sono, mas não cessa. Eu, por exemplo, opto por uma alimentação vegetariana porque meu corpo já não agüenta alimentos muito densos e, no meu trabalho, não posso me dar ao luxo de ter uma comunicação de menos qualidade devido a hábitos que possam prejudicar a qualidade energética do meu corpo. Já o uso de drogas e álcool, enfim, alteradores de consciência, fora de um contexto religioso (xamanismo ou religiões que usam bebidas alteradoras), trazem total impossibilidade de confiança na comunicação, já que você está fora de sua consciência e, portanto, a mercê de “falsos guias”. O que não impede que você faça uso, se gosta. Porém, deixe para fazer suas tentativas de contato com seus guias quando está em plena consciência. É bom observar que os seres chamados anjos de guarda, isto é, dedicados à proteção, dificilmente se afastam. Mesmo nas situações mais adversas, tendem a ficar ao nosso lado.
  • Pare de choramingar. Guias se afastam com um muxoxo quando você começa a fazer o papel de vítima. “Coitado de mim” não é uma frase que se aplica ao Ser que o guia sabe que você é. Lembra? Você tem poder e faz escolhas.
  • Crie tempo para estar em silêncio e ouvir. Se há um burburinho interno ou externo, como você vai ouvir a voz do seu guia?
  • Faça “meditações de contato”. Fique num lugar quieto, use uma música calma e, se você gosta, use incenso e acenda uma vela branca. Relaxe o corpo, fazendo várias respirações profundas, identificando áreas de tensão e relaxando. Em seguida se imagine num lugar junto à natureza. Então imagine a chegada do seu guia. Assim que a visualização se estabelecer, como se “funcionasse sozinha”, faça-lhe perguntas, se desejar. E ouça as respostas que podem vir em forma de imagens, palavras ou cores. Não desanime se nas primeiras vezes não conseguir encontrar ninguém. Em algum nível, sua intenção será realizada.
  • Porém, mais do que tudo, reconheça que você já tem se comunicado com seu guia, de várias maneiras. E que você “sente” quando ele está por perto e “entende” quando ele quer lhe fazer compreender uma lição importante relacionada com algo que está lhe acontecendo. Talvez, o mais importante a dizer seja: continue fazendo o que você faz.
  • Como dizia Osho, mestre indiano iluminado, “tudo está na barriga” – o que você precisa aprender já está dentro de você. Precisa apenas ser despertado.

Copyright: Floraisdadeusa/Rosicler Inês Barbiero de Vargas

extraído do site:  http://floraisdadeusa.com.br/?p=178

Cérebro: Manual de instruções atualizado – versão Felicidade

Posted in auto conhecimento, Cérebro - manual de instruções, essencial, reflexões sobre nosso mundo interior with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 24, 2010 by carl1ike


A felicidade pode ser considerada como um dos objetivos humanos mais almejados por todos nós. Em geral, ela está na raiz de outros objetivos, tais como: o sucesso profissional, financeiro, amoroso, familiar, social, conjugal, etc. Todos os esforços que fazemos, seja trabalhar mais, estudar mais, nos atualizarmos mais, sermos mais equilibrados, competentes, eficientes, saudáveis, conhecidos, inteligentes, nos relacionarmos melhor com as pessoas, tem no fundo, o intuito de nos deixar mais felizes, mas, nem sempre obtemos o resultado desejado. Quantas vezes você se empenhou ao máximo para conseguir algo, seja dinheiro, posição, poder, um novo relacionamento, um novo emprego, uma nova ocupação, um novo carro, o reconhecimento das pessoas, mas, no final, o que conseguiu foi apenas mais inimigos, stress, problemas, culpa, depressão, uma sensação de ser um total fracasso na conquista de seus objetivos e o engraçado é que quanto mais você se empenhava para chegar lá, mais resistência e obstáculos encontrava pela frente. Debatendo-se interiormente, você começa a sentir-se injustiçado, magoado, rebaixado, um impulso de fúria sugere-lhe vingança, faz com que você se esforce ainda mais, passe por cima dos outros, das situações, para sair-se vitorioso a qualquer custo, mas, novamente a decepção. Abatido, você se pergunta por que tudo isso está acontecendo com você e a única resposta que obtém é que nada está mudando, que sua vida está estagnada na pior situação que você poderia imaginar. Qual a solução ? Bem, não existe fórmula mágica, mas, uma coisa é certa, se a sua vida não está fluindo, você mesmo está causando toda esta resistência e não considere isso como uma acusação, mas, como uma conscientização, pois, a abundância da vida está sempre à nossa disposição, nós é que não sabemos como acessá-la. Bem, não sabíamos, porque do mesmo jeito que você escolheu todas as dificuldades você pode escolher agora todas as facilidades, e isso começa por conhecer melhor o funcionamento do seu cérebro, ou seja, é necessário que você leia o manual de instruções do seu cérebro, pois, a felicidade é criada ou bloqueada através dele, em outras palavras, ele é a interface por onde a felicidade acontece na sua vida, mas, você se pergunta, onde eu encontro esse manual ? Na verdade ele não está à venda em nenhuma livraria especializada, mas, felizmente alguns estudiosos, cientistas e neurocirurgiões, dedicaram grande parte da sua vida para entendê-lo. O que eles descobriram é que o nosso cérebro é dividido em dois hemisférios, o esquerdo e o direito, que esses dois hemisférios estão ligados por um corpo caloso, que se você está estressado, irritado, sobrecarregado, esses dois hemisférios que deveriam trabalhar integradamente, ao contrário, estão separados, gerando ainda mais confusão, incoerência e caos na sua vida. Nosso cérebro, segundo eles, possui 100 bilhões de neurônios, pense sobre isso, você saberia quantificar o que são 100 billhões de neurônios ? Incrível não, mas, você continua se perguntando, se tenho 100 bilhões de neurônios na minha cabeça, por que é que a minha vida continua esta droga ? Bem, vamos chegar lá. Continuando, cada neurônio recebe  informações de outros 10 mil neurônios a cada segundo em nossa mente, imagine só, é como se recebêssemos 10 mil ligações telefônicas por segundo e ainda tivéssemos que processar todas essas informações em uma só saída coerente a cada segundo, impossível não ? Não para o nosso cérebro, surpreendente não ? Este fato é uma pequena prova que toda a abundância do universo está neste exato momento atuando em nosso favor, mas, por que então sua vida não fluí ? Eles descobriram que nosso cérebro é regido por ondas cerebrais, que essas ondas vibram em determinadas frequências que tem diferentes funções para as nossas atividades, ou seja, se você tem que se concentrar, realizar tarefas específicas, as ondas predominantes no seu cérebro neste momento são as ondas Beta, que possuem alta frequência, de 13 a 30 hertz. Se você está relaxado, observando um maravilhoso pôr do sol, sentindo um bem estar e integração total com a natureza, as ondas predominantes no seu cérebro neste momento são as ondas Alpha, cuja freqüência, de 7 a 12 hertz são bem mais baixas do que as ondas Beta. As ondas Alpha organizam as ondas mais rápidas Beta, as ondas Alpha referem-se ao todo, enquanto que as ondas Beta referem-se as partes. Quando você está sob muito stress, os dois hemisférios do seu cérebro não trabalham coordenadamente, quando você está tranquilo, relaxado, confiante, os dois hemisférios do seu cérebro estão funcionando sincronizadamente e o resultado disso é que agora você tem ao seu dispor todo o seu cérebro trabalhando coerentemente, integradamente, neste sentido, suas possibilidades de obter maior êxito nas suas atividades, nas suas decisões são muito maiores. O CEO do nosso cérebro é o lóbulo frontal, que não interage diretamente com o exterior, mas, recebe informações de nossos sentidos e coordena uma saída adequada para esses estímulos. O que equilibra ainda mais a eficiência de nosso CEO, o lóbulo frontal, são as ondas Alpha. Operando nesta freqüência, o CEO integra todas as áreas assim como os dois hemisférios de nosso cérebro e o resultado é menos esforço e muito mais eficiência, num clima de total serenidade na ação. Quando você está estressado, o que ocorre é exatamente o contrario, o que chamaram de downshifting, ou seja, o sistema sensorial do cérebro, interage apenas com o sistema motor e vice versa perdendo contato com o CEO, resumindo, está ativado o seu modo reativo, o lado mais animal de nossas funções, em outras palavras, se alguém fala mal da sua aparência, você logo partirá para o ataque, se você vê algo que te interessa, você quer aquele algo que te interessa à qualquer custo. Sua irritabilidade e intolerância são disparadas por qualquer contratempo que se apresente, o que não ocorre quando o cérebro está sendo regido pelas ondas Alpha, que tornam-o muito mais estável, autônomo e independente dos estímulos externos negativos. As experiências que passamos mudam a constituição de nosso cérebro, que para atuar eficazmente ao receber as 10 mil informações por segundo, citadas acima, cria e desfaz conexões a todo momento. Por natureza, o nosso cérebro é muito flexível, como um rio e não estático, como um lago. Todo dia 70% das conexões neurais do nosso cérebro se modificam para adaptar-se às novas experiências. Esse é o dia a dia do nosso cérebro, maravilhoso não ? É como se tivéssemos uma Ferrari na cabeça, mas, a utilizássemos como se fosse um Fusca com o freio de mão puxado. A tensão, as drogas, o álcool, o stress, uma alimentação pouco saudável e o celular, cuja frequência varia de 850 a 1900 Mhz são verdadeiros inimigos de nosso cérebro, pois, esses fatores são capazes de matar os nossos neurônios. Para você otimizar o funcionamento do seu cérebro e consequentemente atingir níveis cada vez maiores de felicidade, a meditação é uma prática essencial, uma vez que as ondas Alpha, até Teta, de 4 a 7 hertz e em alguns casos Delta de 0,1 a 4 hertz são atingidas naturalmente, mantendo a mente alerta mas ao mesmo tempo em total estado de serenidade, onde nascem e são regidas todas as Leis da Natureza. A questão dos malefícios que o celular causa ao nosso cérebro, pois, vc já deve ter sentido muitas vezes dor de cabeça ao utilizar o aparelho, serão tratados brevemente. Observem que, se a nossa frequência cerebral natural varia de 1 a 30 hz, imaginem 850 a 1900 MHZ de frequência bombardeando nossas conexões cerebrais, isso certamente deve nos causar um enorme estrago.