Arquivo de ódio

Por que nos sentimos Menos ? O Dinheiro e a Auto-Estima / Why do we feel less ? Money and the self steem

Posted in Por que nos sentimos menos? O dinheiro e a Auto Estima with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 20, 2012 by carl1ike

Vivemos numa sociedade perversa, que nos condiciona a assumirmos valores que não tem valor e que são, na melhor das hipóteses, distorcidos. Esta perversidade se torna ainda mais perigosa, quando não questionamos suas bases e apenas nos juntamos ao mar de pessoas que seguem suas vidas miseráveis material e emocionalmente, colaborando para que esse sistema se torne cada vez mais aniquilador.

É importante percebermos que esta “sociedade” ao qual nos referimos, não é uma massa disforme, distante e inacessível, como querem nos fazer acreditar, mas, sim, formada pelos valores de nossas famílias, pelos valores de nossos parentes, amigos, inimigos, chefes, funcionários, vizinhos, pais, mães, irmãos, enfim, pessoas comuns, que conhecemos ou não, que perpetuam a insanidade socialmente aceita, até que nós também nos tornemos um transmissor fiel desta mesma deturpação, nos impondo os piores castigos, caso não a respeitemos. Conscientes disto, temos pelo menos uma chance de modificar estes padrões de valores doentios, que se auto reproduzem indefinidamente, dentro e fora de nós.

Quais são esses valores ? Bem, podemos citar como exemplo, um dos mais arraigados e fundamentais deles, que é o valor atribuído ao dinheiro. O dinheiro em si, não é nem bom nem mal, ele depende do modo como o encaramos, do modo como o tratamos, porém, o dinheiro tem servido para encobrir nossas mais profundas distorções. Quantas vezes já não nos sentimos inferiorizados, menos favorecidos que os outros, rejeitados e excluídos de um grupo, de uma situação, de nossa família por não termos dinheiro ? Por não nos encaixarmos no padrão estabelecido por essa “sociedade”, que além de criar valores doentios, ignora deliberadamente qualquer tipo de individualidade e diferença e que alimenta a comparação como condição básica para medir nosso potencial.

Neste caso, estamos diante de um valor que nos diz claramente que: se você não tem dinheiro, você não tem valor, se você não tem dinheiro, você é menos, você é inferior, você é nada, você não merece estar vivo. A perversidade deste conceito está no fato de associarmos nosso valor pessoal, nossa auto-estima como seres humanos, nossa individualidade, nosso mais profundo estado de ser, ao quanto de dinheiro conseguimos gerar, conceito este totalmente equivoco. Ainda mais perverso, que também não importa da onde tenha vindo o dinheiro, contanto que ele esteja visível em forma de carros, casas, nº de cartões de crédito, roupas, viagens, contas bancárias, etc.

Não estamos afirmando aqui que o dinheiro seja sujo ou desnecessário, mas, sim, a forma como o dinheiro tem servido de pretexto para nos infligirmos os mais absurdos comportamentos, que fomentam a exclusão, o desafeto, a falta de compaixão, a inimizade, a violência, a doença, a ganância, a corrupção, a inveja, o complexo de inferioridade, a competição, a submissão, a anulação, a infelicidade, a depressão, a ansiedade, a ódio, o medo, o aprisionamento, etc.

Felizmente nem tudo está perdido, uma vez que existem tentativas de pessoas, que por inspiração ou missão de vida, abrem uma fenda neste sistema doentio e nos mostram que outros caminhos, talvez mais inteligentes, mais saudáveis e humanos são possíveis, como é o caso da ex-professora e ex-psicoterapeuta alemã de 69 anos: Heidemarie Schwermer que afirma que: “O dinheiro nos distrai do que é mais importante

We live in a perverse society that conditions us to assume values ​​that has no value at all and that are, at best, distorted. This perversity becomes even more dangerous when we do not question its bases and only join the endless sea of ​​people following their miserable lives materially and emotionally, contributing to the system to become even more annihilator.

It is important to realize that this “society” to which we refer, is not a shapeless mass, distant and inaccessible, as would they like us to believe, but, rather formed by the values ​​of our families, the values ​​of our relatives, friends, enemies, bosses, employees, neighbors, fathers, mothers, brothers, finally, ordinary people, we know it or not, that perpetuates this socially accepted insanity, until we also become a faithful transmitter of this  misrepresentation, imposing to ourselves the worst punishments, if we do not respect it. Aware of this, at least we have a chance to modify these ​​unhealthy values patterns that reproduce themselves indefinitely, inside and outside of us.

What are these values? Well, we can cite as an example, one of the most fundamental and rooted of them, which is the value assigned to money. Money itself is neither good nor bad, it depends on how we look at it, how we treat it, but, up to now, money has served to conceal our deepest distortions. How many times haven’t we  feel inferior, less fortunate than others, rejected and excluded from a group, of  a situation in our family for not having money? Because we do not fit to what was set by this “society”, which besides creating unhealthy values, deliberately ignores any kind of individuality and difference and that feeds the comparison as a basic condition to measure our potential.

In this case, we have a value that tells us clearly that: if you have no money, you have no value, if you do not have money, you are less, you are inferior, you are a loser, you are nothing, you do not deserve to be alive. The perversity of this concept lies in the fact of associating our self-worth, our self-worth as human beings, our individuality, our deepest state of being, to how much money you have or can generate, concept that is totally mistaken. Even more perverse, the fact that, it does not matter where your money came from, as long as it is visible in the form of cars, houses, number of credit cards, clothing, travels, bank accounts, etc.

We are not saying here that money is dirty or unnecessary, but up to now,  money has served as a pretext to inflict upon ourselves and others the most absurd behaviors that foster exclusion, disaffection, lack of compassion, enmity, violence, disease, greed, corruption, jealousy, inferiority complex, competition, submission, annulment, unhappiness, depression, anxiety, anger, fear, imprisonment, etc.

Fortunately we are not completely lost, since there are people’s attempts, who for inspiration or life mission, try to open a crack in this sick system we all live and try to show us that other ways, maybe smarter, healthier and more human are possible, as is the case the former teacher and former German psychotherapist of 69 years: Heidemarie Schwermer which states that: “Money distracts us from what is most important,”.

abs, regards,

Carl

Poderosa Ferramenta para a Solução de Problemas Complicados: emocionais, financeiros, pessoais, de relacionamento, psicológicos, familiares

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Quanta vezes já procuramos a solução para os vários problemas em nossa vida e geralmente, o que nos ocorre é uma solução passageira, que em pouco tempo, nos remete a uma situação ainda mais complicada da que nos encontrávamos. Torna-se necessário portanto, encontrarmos alguma ferramenta eficaz, que consiga realmente nos libertar dos conflitos diários, dos conflitos de nossa existência para que possamos progredir.

Essa ferramenta está disponível à qualquer um que queira usá-la, porém, exige alguns pré-requisitos necessários para o sucesso de sua utilização, ou seja, conhecermos como funciona a base do nosso ser. Como todos sabem, somos energia e consciência, vindos da fonte suprema, que ao entrarmos na condição de matéria, baixamos nossa vibração, distorcendo princípios que nos distanciam cada vez mais desta mesma fonte, fazendo-nos crer que nossa vida se resume neste mar de sofrimentos e dificuldades.

Na perspectiva do plano superior, isso apenas se deve por causa de uma deturpação do princípio fundamental, que é o bem, a abundância, o progresso, a felicidade, a vontade de viver. Todos os estados que nos causam dor, como o ódio, o ciúme, a inveja, a competição, a baixa auto-estima, o egoísmo, a solidão, a separação, nada mais são que a energia básica, pura e elevada em forma distorcida, o que gera uma diminuição na frequência de sua vibração e consequentemente um bloqueio desta energia vital poderosa, que cessa de fluir através de nós, criando tensão, resistência, gerando-nos a sensação de isolamento, de letargia, de escassez, de dualidade, de falta de unidade e negatividade.

Resumindo, não devemos tentar descobrir maneiras para solucionar este ou aquele problema de forma pontual, mas, essencialmente, termos consciência que estamos bloqueados, que estamos resistindo, que estamos impedindo que este fluxo poderoso de energia passe através de nós, que estamos nos afastando deste acesso a fonte primordial, que é a única capaz de solucionar todos os nossos problemas de uma só vez.

Se assim permitirmos, se não nos esquecermos de nos conectarmos com o divino, assumindo que para isso, devemos encarar as nossas próprias limitações, sem julgamentos, teremos a chance de experimentar o poder do desconhecido, os chamados milagres deste campo ilimitado, que é o responsável por toda a criação do universo e essencialmente, a ferramenta mais poderosa para a libertação e solução de qualquer problema. A consequência natural deste religar-se, é tornarmo-nos também criadores, como a própria fonte que nos supre, e assim, exercermos toda a nossa plenitude aqui nesta existência, plenitude que é a nossa verdadeira natureza.

Hipocrisia e Falsidade no Natal

Posted in Adoro ou Odeio o Natal with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 20, 2011 by carl1ike

Ao contrário do que muita gente acredita, o Natal, ao invés de ser uma época de confraternização, de união, de amizade entre as pessoas e entre os familiares, pode se tornar uma fonte de hipocrisia e falsidade, gerando os piores sentimentos nas pessoas como: inveja, ódio, depressão, complexo de inferioridade, ciúme e fracasso, dependendo de como se encara esta comemoração. 

Uma das razões para isso é que nesta época, pelo contato mais próximo com os familiares, acentua-se o que mais tentamos guardar dentro de nós, que são os nossos medos, os nossos fracassos, a nossa inabilidade de lidar com nossas emoções e sentimentos mais negativos, que foram sendo deixados de lado durante todo o ano e que agora, nos vemos obrigados a confrontá-los.

Na verdade, todo este mal estar é causado pela projeção de nossas antipatias, de nossa falta de aceitação própria, de nossa raiva, nos outros, culpando-os por nos causarem todo esse incomodo. Se pudessemos reconhecer que somos nós mesmos quem geramos este nosso desconforto emocional, deixaríamos de dar tanta importância aos outros e nos focaríamos mais em nosso íntimo, na aceitação de nossas dificuldades, sem preconceitos, sem pré julgamentos.

 A época do Natal é na verdade uma época desafiadora, porque se cedemos às nossas aversões projetadas nos outros e nos isolamos, sentimo-nos deprimidos, se vamos à festa com o espírito combativo, sentimo-nos culpados, então o que fazer ? Talvez darmos aos outros o que gostaríamos de receber, pode ser um bom começo. Se vc se sente excluído por não receber presentes, ao invés de exigir, dê presentes. Se vc não suporta aquela pessoa da sua família que encontrará no dia do Natal, ofereça-lhe o melhor de vc, um simples sorriso, um simples coração aberto e desarmado, e veja o que acontece. Se vc está cheio de crítica pelos outros, simplesmente encontre algum ponto que seja positivo neles e exalte esta característica.

Ao tomar este tipo de atitude, vc diz ao universo e a sí mesmo que é vc quem cria as situações e sentimentos na sua vida, que vc não é uma vítima, que vc é responsável por tudo o que acontece com vc, então, se vc está focalizando o bem, o bem se multiplicará, se vc está aceitando o seu lado negativo, ele se sentirá amado e deixará de ser tão sombrio. No final das contas, perceberemos que o Natal nos oferece uma incrível oportunidade de auto conhecimento e superação e é por isso que tantas pessoas odeiam o Natal, pois, ainda não sabem como tirar o máximo dessa situação, ainda não sabem como tirar o máximo de si mesmos, mas, em breve saberão, Feliz Natal !!!

Obs: Caro leitor(a), se vc puder, deixe-nos um breve comentário de como foi o seu Natal, ok.

De Boa Vivant à Guia Espiritual – Quem foi Eva Pierrakos “Pathwork”

Posted in Pathwork - Quem foi Eva Pierrakos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 5, 2011 by carl1ike
                                              
“Esta é uma entrevista na íntegra de Eva Pierrakos conduzida por Charles Rotmil, reproduzida com sua autorização. Charles Rotmil participa do Pathwork desde 1963 e esteve com Eva de 1963 ate seu falecimento. Atualmente reside em Maine.”

CHARLES: Poderia descrever o ambiente no qual cresceu?

EVA: Meu pai era um escritor muito famoso, nessa época. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda é relativamente famoso na Europa. Tínhamos um ambiente fantástico. Havia todos esses escritores, Thomas Mann, Bruno Walter, Herman Hesse, Arthur Schnitzler…que eram a elite intelectual de Viena. Eu desenvolvi um tipo de atitude anti-intelectual como protesto, que provavelmente foi minha forma de rebelião. De certa maneira, esse era ao mesmo tempo, um ambiente muito bonito. Muito culto … tínhamos dinheiro sem sermos ricos, mesmo assim tínhamos uma vida muito luxuosa. Tínhamos uma propriedade no campo, onde meu pai vivia com sua segunda esposa, e uma linda mansão, e eu cresci nessas duas casas.

CHARLES: Que idade tinha então?

EVA: Meus pais se divorciaram quando eu ainda era muito pequena e quase não tenho lembranças de quando eles viviam juntos. Desde quando posso me lembrar, eles estavam em litígio judicial e havia um ódio absoluto entre eles, apesar de que naturalmente, eu não tinha consciência disso na época. Eu fui uma criança muito feliz — eu somente sentia uma extrema inquietação quando via meus pais juntos. Isso era uma agonia. Por outro lado, minha madrasta e eu convivíamos bem. Ela era uma mulher dura e fria e eu não gostava dela; mas eu acreditava que gostava. Era uma mulher muito elegante. No verão, eu vivia três meses com meu pai, bem como no Natal e na Páscoa, o tempo restante eu passava, em Viena com minha mãe.

CHARLES: Como era o ambiente religioso nessa época?

EVA: Nenhum. Não havia nenhum. Meus pais, nem um nem o outro eram ateus; eles acreditavam em Deus, mas não falavam sobre isso. Havia uma orientação cristã, mas não havia uma educação religiosa.

CHARLES: Naquele tempo, qual era a sua concepção de Deus?

EVA: Não tinha nenhuma. Eu não pensava sobre isso.

CHARLES: Teve algum pressentimento ou aviso antecipado de algo excepcional acontecendo.

EVA: De maneira alguma! (rindo) Isso, dizendo muito pouco. Eu era, ao contrário, muito mundana. Nada espiritual. Estava completamente voltada para o exterior. Eu ria disfarçadamente, quando qualquer um falava sobre fenômenos psíquicos. De certa modo eu era muito superficial.

CHARLES: Quais eram, suas primeiras aspirações então?

EVA: Eu queria ser bailarina e comecei dançar ballet em criança. No inicio, ainda muito jovem, comecei a representar na escola. Meu pai era muito perfeccionista nessas coisas. Ele disse que, se eu não fosse uma bailarina ou artista qualquer de primeira classe, era melhor não ser nada… Desista durante dois anos. Se seu caminho é o de ser uma grande bailarina, você vai reiniciar o ballet. Não fiz isso, portanto penso que não era essa a minha vocação.

CHARLES: Com certeza dança hoje em dia. Lembra-se de ter tido, com pouca idade, algum sonho marcante?
EVA: Sim, mas não era nenhum prenúncio de tarefa ou algo assim. Isso veio depois.

CHARLES: Lembra-se de algum acontecimento de maior importância em sua infância que lhe causou impacto? O divórcio poderia ser um deles.

EVA: Realmente, o impacto era o constante clima de ódio entre meus pais, o processo judicial, a pensão alimentícia e a absoluta alienação entre meu pai e minha mãe. Esse era o clima constante, mas de alguma maneira consegui me acostumar a isso. Me adaptei a isto. Não podia nem mesmo imaginar um outro tipo de vida Em certo sentido, eu era como meus irmãos mais velhos e minha irmã. Havia uma considerável diferença de idade entre nós. Eles eram mais velhos do que eu e sofreram muito mais. Sabe, eles ainda se lembravam de quando meu pai e mãe viviam juntos, e isso foi muito dolorido para eles. Eles tiveram um trauma maior do que eu. Eu nem mesmo me lembrava deles (juntos). Por isso digo, que é melhor ter pais divorciados quando esses não se entendem, do que ficarem juntos por causa da criança. É um clichê tão bobo ficarem juntos por causa dos filhos. Isso não faz sentido.

Charles: Quantos anos você tinha quando teve o primeiro sinal de mudança ou de alguma coisa acontecendo?

Eva: Não foi uma mudança. Eu ainda era muito jovem, final da adolescência talvez. A mãe de uma amiga minha era espírita e fazia o jogo do copo. E nós fizemos. Foi no sul da França. Fizemos para nos divertir, e o copo começou mesmo a se mexer e a dar respostas. Eu não entendia, na época. Era “brincadeira de criança” e nós não sabíamos mesmo que estávamos brincando com fogo! No meio do dia estávamos na cabana de uma das garotas. A mesa se jogou contra mim e quase me bateu no estômago. Eu sei, não havia como ser um truque; fiquei muito desconfiada. Olhamos embaixo da mesa, mas havia somente estas duas outras garotas e eu. Este é o único fenômeno que eu lembro. E aí, eu não fazia idéia do que pudesse ter causado aquilo. Eu realmente não acreditava em espíritos. Eu não fazia idéia do que pudesse ter causado aquilo. Perguntava para as pessoas que sabiam mais a respeito e contava a eles o ocorrido. Perguntava para eles: “O que é isto? O que fez com que a mesa se movesse?” Ninguém conseguiu me dar uma resposta inteligente. Isto foi durante a guerra e eu não pensei mais a respeito. Então aquilo voltou bem mais tarde. Na primeira vez em que estive na Suiça, depois de ter estado nos Estados Unidos. Foi em 1952.

CHARLES: Aconteceu depois que veio para a América? Como veio aos Estados Unidos?

EVA: O pai de meu primeiro marido, Herman Broch, também era um escritor famoso. Ele nos deu um “visto por perigo”, porque estávamos na França durante a ocupação*. Foi antes de casarmos. Casamos quando viemos para cá. Assim cheguei na América. Isso foi em 1941…em seguida casamos. E eu me tornei cidadã* durante a ocupação**.
*cidadã – refere-se a tornar-se cidadã americana
**refere-se a ocupação alemã da França.

Charles: OK. E quando você voltou para a Suíça o que aconteceu? Você diz ter tido escrita-automática.

Eva: Em 1951, que foi mais ou menos um ano antes, eu estava em Zurique com a minha mãe, a minha irmã e o homem com quem eu vivia, o André, um príncipe russo com quem eu tive uma relação intensa, embora nós não tenhamos nos casado porque ele não conseguiu obter o divórcio. Minha mãe nos disse que tinha uma amiga, era médium, e talvez nós quiséssemos ir vê-la. Eu disse: “OK. Vamos lá. Vai ser divertido… como ir ao cinema.” Então ela disse: “Você tem que prometer levar a sério e não rir!” E foi assim que eu fui! (risadas) Estava toda preparada para rir. Foi muito interessante, me afetou, e eu percebi que não se tratava de uma coisa para rir. Havia algo em mim que me dizia para levar aquilo a sério. E eu escutei; e aí começaram estas palestras em transe. Acontecia de vez em quando, mas eu nunca tinha a menor idéia do acontecido. Era a última coisa que eu queria, mas era interessante. Comecei a ler livros sobre Fenômenos Psíquicos e Comunicação Espiritual. Abri a minha mente para estas possibilidades e me interessei. Aí esta mulher que nos levou até lá falou a respeito de reencarnação. Isto fazia sentido para mim, eu acreditava. Aí, esta mulher falou sobre a escrita automática e coisas do gênero. Ela tinha feito escrita automática uma vez, o que tinha se tornado muito perigoso porque ela não conseguira controlar. Agora, ela estava pronta para fazê-la de novo. Disse que eu poderia começar com ela. Eu disse: “Está bem, eu não tenho nada melhor para fazer!” Sentei-me com ela e ela começou a escrever automaticamente por um tempo. Então comecei a meditar a primeira vez na minha vida. Aí tive uma experiência interessante… Quase que me esqueço disso. Eu estava sentada, meditando, era verão, perto havia uma janela aberta. De repente, pela primeira vez, houve algum tipo de sinal. Isto foi em Zurique, na véspera de ano novo em 1950. Na Suíça, eles tocam todos os sinos de igreja. Foi então que eu senti alguma coisa, um poder incrível, como o poder de Cristo… como se os anjos estivessem lá. Eu não tinha nenhum conceito de tais coisas, mas foi alguma coisa tão forte que me forçou a ajoelhar. Foi incrível! Aí eu deixei isto de lado e esqueci completamente. Aquilo foi como um anúncio das coisas por virem. Este foi o mesmo ano em que eu fui levada à médium, sem saber o significado disto. Então, veio tudo muito rápido. Foi em 1951, início de 1952.

Novamente eu estava sentada perto da janela, meditando, no verão. Aconteceram muitas vezes, não apenas aquela. Senti um aroma incrível. Não era nenhum aroma que viesse de nada real. Olhei em volta do lado de fora. Não conseguia nem descrever este aroma. Era um aroma espiritual, mas ao mesmo tempo muito real e terreno. Provocou-me um sentimento tão inacreditável que não consigo descrever. Se for aproximado, era uma combinação de essências de madeira e metal. Era inacreditável. Imagino que os anjos tenham este cheiro. Quando isto me aconteceu, eu fiquei tão confusa. Junto com aquele aroma eu sabia que havia algum significado espiritual e eu deixei o assunto de lado. Aquilo foi muito forte. E então, talvez poucos meses depois daquilo, no verão de 1952, em agosto, eu ainda estava na Suíça, um dia eu estava sentada em casa e a minha mão ficou muito pesada, a minha mão direita. Eu estava sentada com os cotovelos sobre a mesa. Minha mão foi meio que puxada para baixo e começou a mover-se por conta própria. Peguei um lápis e ela se moveu. Fiquei muito entusiasmada. Eu não queria fazer escrita automática, e, ao mesmo tempo, estava fascinada. Não fiz muito, somente algumas linhas na diagonal atravessadas no papel. O fato de alguma coisa mover-se além da minha vontade era entusiasmante, assustador, fascinante, muito intrigante. No dia seguinte eu fui até a mulher que sabia a respeito disto e ela reagiu como se fosse algo trivial. Disse: “OK, você faz escrita automática.” Passei a sentar-me para isto duas ou três vezes por semana.

Charles: Você estava recebendo algum tipo de mensagem?

Eva: Vieram muitas escritas diferentes, mensagens. Era apenas um passatempo muito interessante. Jamais me ocorreu que aquilo se tornaria no que se tornou… Jamais me ocorreria em um milhão de anos.

Charles: Quando o Guia começou a se manifestar, houve um período em que ele lhe disse que você teria que passar por sua própria purificação antes que pudesse aceitar isto.

Eva: No começo da escrita automática houve muitos testes, muitas entidades diferentes vindo, uma mistura total de níveis… espíritos muito baixos. Tive que aprender a não acreditar no que diziam, que existem muitos perigos, comunicação errada, e a não engolir tudo o que diziam. Com muita freqüência eu era tentada a jogar tudo para o lado. “Talvez a Igreja esteja certa, você não deve ter nada a ver com isso – é muito confuso.”

Aí surgiram mensagens intermediárias que eram a tal ponto fenomenais, que foram incríveis – coisas que eu não tinha como saber, e que se verificou serem verdadeiras. Eram realmente impossíveis, coisas que eu nunca acreditaria que pudessem ser daquele modo. E elas eram verdadeiras. E coisas que eram falsas. Previsões! Embora eu não soubesse, na época, que não se deve preocupar-se com previsões… muitas coisas. Então, aos poucos, eu aprendi a lidar com estas coisas, a questionar estes espíritos, a aprender que muitos deles são simplesmente espíritos baixos e que precisam de ajuda. Mentem como seres humanos, fingem ser o que não são. Levei muito tempo para descobrir isto.

Muito gradualmente, aos poucos, uma vez ou outra, vinha uma escrita que era muito diferente. Mais tarde, fiquei sabendo que era o Guia: aconselhamento fantástico sobre desenvolvimento pessoal. Não vinha muito freqüentemente, mas realmente me testava pois estava misturado com estas outras coisas. Foi para mim, neste estágio precoce, um treinamento inacreditável lidar com isto. E havia tanta confusão. Chegou um ponto em que eu decidi que era demais, que não dava para mim. Desisti. Mas quando desisti tive um sentimento ruim, inacreditável, com se a vida tivesse ido embora de mim… como um frio em mim… escuridão em mim… Um sentimento de ter feito alguma coisa errada. Então, depois de dois dias eu retomei e me senti bem com isto. Mais ou menos ao mesmo tempo, a mediunidade auditiva se desenvolveu… não ouvir vozes, como vocês ouvem vozes, mas como se a falação estivesse dentro de mim, não no meu cérebro. Mais tarde isto acabou sendo o meu canal. O primeiro sinal da abertura do canal. Muitas coisas aconteceram em poucos meses. Nestes poucos meses, este aconselhamento incrível, lúcido, sábio, forte – eu acho que era o Guia, ele não se identificou – disse: “Sim, você tem uma tarefa!” E não me disse nada mais a respeito. O importante é o seu desenvolvimento pessoal. Então, mais tarde, na palestra falou-me diretamente o que eu tinha que fazer para enfrentar os meus problemas, dando-me guiança sobre como trabalhar comigo mesma.

Charles: Então você meio que tinha as palestras em microcosmos antes de chegarem… dentro de você!

Eva: Uma revisão diária… meu próprio canal escrevendo todas as noites… revisão diária. E sobre o que eu escrevia, as respostas vinham – escrita automática – e que direção tomar a respeito. Outra coisa: fui logo informada de que eu saberia mais do que esta outra mulher e que não precisava mais dela, embora precisasse porque eu não deveria fazer isto sozinha. “Você não deve fazer isto sozinha. É uma lei… uma lei Espiritual!”

Charles: Aterramento?

Eva: Sim, e o fato de que há decepções às vezes. É muito envolvente e você pode ser completamente pego nisto. Aí esta mesma voz, esta guiança, me disse que quando eu tivesse feito um aterramento suficiente na minha purificação, algumas outras pessoas seriam guiadas até mim, que também poderiam receber ajuda através deste canal e que me ajudariam me dando apoio e ficando comigo durante os transes e coisas do gênero. Naquela época – foi em 1952- o André e eu íamos voltar para os Estados Unidos. Ele tinha perdido o emprego com uma exportadora e não havia nenhuma razão lógica para presumir que voltaríamos para a Suíça porque ele precisava de um emprego e não se conseguia emprego para cidadãos americanos na Europa. Então o único jeito era voltar para os Estados Unidos. No que eu escrevia, vieram estas previsões incríveis. Naquele tempo eu ficava desconfiada com previsões. “Você voltará num futuro próximo porque precisa de treinamento. Haverá certas fases em que você precisará voltar.” Foi uma daquelas coisas. Eu a rejeitei completamente. Deixei de lado. Bem, no outono de 1952 nós voltamos para os Estados Unidos. Eu queria retomar porque tinha tido o estúdio de dança antes o qual tivera de abandonar quando fomos para a Europa.

Charles: Quer dizer que você estava dando aulas?

Eva: Não havia motivo pelo qual eu não devesse me sustentar, mas aí eu recebi esta mensagem: “Agora é hora de esquecer completamente – a escrita automática – qualquer tipo de fenômenos; você tem que se concentrar completamente no seu próprio desenvolvimento e não fazer nada mais. Você não deve nem trabalhar por este curto período de tempo.” Eu disse: “Como? Não é justo!” E o André foi muito bom a este respeito, ele aceitou. Então eu me concentrei realmente por um ano e meio mais ou menos; totalmente concentrada no meu próprio caminho. O canal só funcionava para isto. Somente me dizia tudo o que eu precisava a meu respeito. É por isto que quando eu ouço falar de pessoas que recebem mensagens fabulosas, como a Ann White, mas que não se trabalham, fico muito desconfiada.

Então, depois de um ano e meio de treinamento muito intensivo, pela primeira vez eu recebi o sinal verde: “O primeiro sinal verde vai ser dado a você agora. Você não tem que sair procurando ninguém… ele virá.” Eis que eu e uma velha amiga nos encontramos e falamos sobre estas coisas. Eu não recebi um convite, eu não fazia idéia. Ela me disse: “O quê? Você pode fazer isto? Poderia escrever isto para mim?”

Isto foi na cidade de Nova Iorque entre 1952 e 1954. No início de 1954, ela teve algumas sessões com o seu pai. Ela veio e eu fiz a escrita automática e nenhuma da coisas que vieram tinha nada a ver com fenômenos. Cada vez mais o que eu escrevia se direcionava a ajudar as pessoas com o seu próprio caminho. Este foi o início do canal.

O André estava procurando emprego. Um dia ele conseguiu uma oferta do Marquis de Cuevas Ballet. Sendo originalmente o Ballet de Monte Carlo, eram muito famosos em Paris. O Marquis era o marido da Margaret Rockfeller. Eram bons amigos do André que tinha este nível de “alta sociedade” em sua casa. O Cuevas o convidou para ser gerente deste ballet em Paris. Por toda a minha vida eu sempre estive a margem de dançar, primeiro com o Harkness Ballet e agora com o Marquis de Cuevas Ballet. Era tão engraçado, como se tivesse talvez um dia sido o meu caminho, mas não nesta vida. De qualquer forma, o André recebeu esta proposta muito interessante para ir para Paris como gerente do Cuevas. De um dia para o outro, nos vimos de volta à Europa. Eu havia esquecido completamente que isto era o que tinha sido previsto. Ficávamos um pouco em Paris, indo e vindo de Zurique. Então o André começou a viajar muito com eles e eu me vi, de alguma forma, de volta a Zurique, onde eu havia estado antes. Foi lá que o meu treinamento, a minha mediunidade continuou. Fui guiada a uma outra moça, que também era uma amiga, que passou a fazer as sessões comigo. Ela também canalizava e nós nos encontrávamos com regularidade; entramos nisto.

Então um dia veio a mensagem: “Esta é a hora certa para você começar a treinar para o transe.” “Eu não consigo entrar em transe, nunca consegui… é impossível!” “Sim, sim, você tem que fazer uma sessão.” Deram-me instruções sobre o que fazer. Falaram-me sobre como abrir mão dos pensamentos, como não pensar, como deixar a minha mente fluir completamente. Disseram-me que eu devia fazer isto duas vezes por semana na presença da outra moça. E depois que fizéssemos isto, haveria sessões em que viria a escrita automática. Cada vez menos estes outros espíritos vinham pois eu realmente tinha aprendido a controlar e a discriminar. A guiança – ou o Guia – vinham na escrita automática. Eu nunca tinha pensado que entraria num transe; eu estava tão “lá”. Acho que eu apenas perseverei. Aí, depois de um ano e meio de sessões, consegui entrar em transe. Profundo relaxamento.

De qualquer forma, a primeira vez que entrei em transe, nenhuma voz veio e eu apenas fiquei em transe. Foi um sentimento incrível, e daquela vez em diante eu consegui fazê-lo sem dificuldade. Então, na segunda vez que entrei em transe, veio a voz. Desde então, ela veio. Isto foi por volta do fim do outono de 1956.

Charles: Quem eram as pessoas do seu meio que deram suporte, que escutaram?

Eva: Naquela época, havia se formado um pequeno grupo em Zurique. Esta moça que mencionei aos poucos trouxe os outros seis, oito a dez pessoas e estes vinham com regularidade. Nos encontrávamos mais ou menos uma vez por semana para uma sessão com o Guia e ele lhes dava instruções. Foi por volta do fim da primavera de 1956 e início do outono. Uma das mensagens do Guia foi: “Quando você voltar para os Estados Unidos um grupo se formará. Mais tarde, outras pessoas virão e elas serão o núcleo do grupo que se formará em definitivo para a tarefa que você cumprirá.” Não dava nem para começar a inventar a coisa, é tão forçado. Logicamente a voz não me disse nada sobre a vastidão da coisa. Eu pensei que o faria como um passatempo… para amigos, sabe. Por diversão, por interesse – não achava que isto seria a minha vocação. Aí, voltamos aos Estados Unidos em 1956 e este grupo realmente se formou. Lembro-me muito bem quem eram as pessoas.

Charles: Quem eram?

Eva: Bem, você não os conhece. Havia entre seis e oito pessoas que se reuniam e eu lhes dava uma sessão de transe a cada duas semanas. Foi isto, sabe. Foi assim que começou.

Charles: Obrigado. Agora eu posso passar para perguntas recentes. Por exemplo, o que você pode dizer sobre a energia que você sente agora do Guia em comparação à energia que sentia na época?

Eva: Energia inacreditavelmente mais forte… Inacreditável. Não há comparação. Fica sempre mais forte, cada vez mais pura.

Charles: Deve haver um sentimento tremendo quando você entra em transe. Tem alguma maneira de você descrevê-lo?

Eva: É muito difícil colocar este sentimento em palavras. Sabe, as pessoas geralmente pensam em transe como sendo alguma coisa inconsciente e isto não é verdade. Pode haver estados de transe em que se fica realmente adormecido. Não é o caso. Não é que eu não fique consciente, fico super-consciente. Não sei se isto faz algum sentido: é uma super-focalização da consciência. Esta super-consciência é o canal. A minha mente fica fora disto. O que o transe realmente significa é o permitir que outra consciência venha, o que é uma super-focalização – uma intensificação da consciência – o que soa muito contraditório.

Por um tempo muito longo antes de entrar em transe, havia sempre uma pequena ansiedade que tinha a ver com o tempo em que eu recebia coisas sem sentido – ou não recebia nada – o que criava dúvidas a meu próprio respeito. No momento em que eu consegui entregar, entregar para a vontade de Deus, perdi aquela ansiedade e agora me sinto muito confiante. O que é realmente prazeroso é quando saio do transe. O sentimento é de uma tremenda realização e existe um tremendo fluxo de energia nova.

Charles: Só para mudar de assunto um pouquinho. Alguém me contou que, a única vez que você cancelou uma palestra do Guia foi quando um dos gatos morreu. Você poderia falar sobre isto? Também sobre a sua relação com a Psyque. Existe um significado para isto.

Eva: Isto é engraçado. É verdade.

Charles: É surpreendente: aconteça o que acontecer, você está lá.

Eva: Sim. Bem, no dia em que o gato morreu eu estava muito aborrecida. Eu adoro os meus gatos e tenho uma relação muito especial com eles e deduzi pelos meus sonhos que os meus gatos têm uma representação simbólica muito forte para mim. Os meus antigos gatos: o Patsy era o macho e a Micky a fêmea; e o Patsy morreu. De alguma forma aquilo foi o aviso do fim da minha relação com o André, que foi muito doloroso. Mas é claro que eu não sabia disso, quando aconteceu. Eu apenas vivi o luto pelo Patsy! Se você me perguntar sobre a relação entre os meus gatos e os meus sonhos… Bem, o Patsy era o princípio masculino e a Micky era o princípio feminino em mim. Foi muito interessante. Logo depois que eu conheci o John, a Micky morreu. E aí eu ganhei a Psyque. Quando a Micky morreu eu sabia que simbolicamente era a minha feminilidade antiga que já estava doente, e então morreu. A minha nova feminilidade e renascimento vieram com a Psyque. Ela era muito mais bonita e vibrante do que a Micky. Você tirou uma foto dela.

Charles: Sim, eu tenho a foto. Eu gostaria de perguntar: Parece-me que você teve três encruzilhadas na sua vida. Uma: a vinda do Guia. Segunda: a operação, e a terceira, a sua recente mudança de voz, o que abriu a sua receptividade. Se você pudesse falar sobre estes três pontos.

Eva: O Guia já falou sobre isto. Houve um outro ponto importante por volta da época da operação. Esta foi a crise mais importante da minha vida, e foi uma encruzilhada incrível no meu Caminho. Os místicos falam sobre “a noite escura da alma”. Foi o fim da relação com o André, que foi muito doloroso. Aí eu tive muitos problemas com as pessoas ao meu redor naquele momento… o Walter Heller, a Anne Heller, a Rose… pessoas que você não conhece.

Charles: Lembro deles.

Eva: Alguns deles você conhece. Tive muita discórdia com eles e muitas coisas negativas aconteceram. Eles eram realmente os pilares que haviam me sustentado! E a discórdia foi muito, muito dolorosa. De repente, me vi sozinha!

Charles: Isto parece a Queda.

Eva: Aí, foi quando o Patsy morreu, tudo aconteceu junto: um incrível enfrentamento das minhas próprias dúvidas sobre o meu canal e o seu significado. Enfrentei muitas dúvidas que eu tinha sobre a Fé. Foi muito difícil para mim enfrentar isto. Eu fiz; tive que enfrentar. Sabe, a Jane Roberts descreve isto também. De onde vem isto… Testes! Foi muito doloroso. Depois, a minha operação. É claro que eu pensei que era o fim da minha vida como mulher. Aconteceu tudo ao mesmo tempo. Eu tive sonhos premonitórios a respeito, na ocasião: sonhos tremendos, grandes, o que foi um período de total inquietação, de testes na minha vida. Digo que se eu não tivesse passado por testes, o Caminho nunca teria se desenvolvido.

Charles: Isto parece o teste final!

Eva: Sim. Primeiro o canal começou e as pessoas vieram e foi bom, e palestras adoráveis iniciaram e a ajuda foi dada. Embora num primeiro momento a ajuda tenha sido dada numa sessão de transe pois eu não tinha o conhecimento de uma helper. Aprendi a ser uma helper nas sessões de transe, quando recebia o Guia. Isto aconteceu durante um tempo, então vieram estes testes! A enorme revolução… A noite escura. Aí eu saí daquilo e foi isso.

Charles: E agora? A voz é uma nova mudança.

Eva: Começou na primavera, em maio do ano passado. Eu tive uma vivência incrível de Cristo no Centro. Eu contei para você. Depois disso, a energia ficou incrível. Aí, eu peguei o vírus e o carreguei durante meses; não conseguia me livrar dele. A laringite aconteceu há dois meses e está realmente entrando em um nível de uma nova energia. Mas não está horrível como da outra vez.

Charles: Está mais suave. Como é que o John entra nisso tudo?

Eva: O John entra através dos Alpert. O Bert Alpert era paciente do John. Ele veio um dia até o John. Trouxe vinte palestras e disse: “conheço uma médium que tem um canal fantástico.” E quando o John ouviu a palavra médium ele quis ficar fora disto. Ele tinha muitas dúvidas. Mas o Bert disse: “Leia estas palestras.” Aí o John disse: “OK.” Então ele leu as palestras e ficou totalmente entusiasmado e disse que era incrível: era o que ele vinha procurando durante toda a sua vida. Disse: “Era tudo carne e não tinha batatas!”- foi esta a expressão que usou. Aí pediu o meu endereço para o Bert. Escreveu para mim; lembro-me com clareza. Voltei de Harkness no dia 4 de julho de 1966 e encontrei a carta do John Pierrakos: “Sou um psiquiatra de Nova Iorque e o material é muito incrível e eu gostaria de comprar todas as palestras e gostaria de falar com você.” Foi assim que o conheci.

Charles: Foi assim que ele veio às palestras.

Eva: Sim.

Charles: E aí, posso perguntar quando foi que começou o romance?

Eva: Pode perguntar, não é nenhum segredo. Ele escreveu a carta e eu respondi e dei a informação de que as palestras estavam disponíveis e que, se ele quisesse me ligar, seria um prazer falar com ele. Então ele me ligou e nós marcamos um horário. E eu lembro que José me ajudou a reunir todas as palestras; não sei quantas palestras havia, talvez cento e cinqüenta. Preparamos todas as palestras e o John apareceu lá. De imediato eu tive uma incrível simpatia por ele. E começamos a conversar e ele me falou da sua vida. Aí falou que sentia que tinha traído Reich. Era o tipo da coisa que se diria no Caminho. Eu disse: “Meu Deus!” Eu gostara tanto dele. Disse: “Este homem é incrível.” Depois eu soube que ele era casado e disse para mim mesma: “Esqueça isto, é ridículo.” Foi como uma vivência subliminar. Havia um tipo de familiaridade a respeito, uma sensação de que era isto! E ainda assim, o meu consciente dizia: “esqueça!”.

Charles: Parece uma tremenda reciprocidade.

Eva: Havia tanta identificação, tanto entendimento. Ele era exatamente como o homem que eu estava procurando, com a restrição de que era casado. Eu estava indo embora para Watchhill. E ele disse: “Vamos nos encontrar quando você voltar, eu gostaria de falar mais um pouco com você. E eu também gostaria muito de participar de uma sessão com o Guia e quero perguntar muitas coisas.”

Ah, esqueci, houve uma outra coisa muito interessante. Mais ou menos um ano antes eu conheci uma mulher inglesa que lia mãos (geralmente eu não me interesso nem um pouco por isso) cujo nome era Diane Elliot. Ela me foi recomendada pela Rebecca Harkness. Ela me falou: “Vai nesta mulher, ela é fantástica.” Ela tinha um pequeno apartamento no Carnegie Hall onde, mais tarde, recebemos as palestras durante um tempo. Fui até ela. Isto foi um ano ou dois antes de eu conhecer o John. Ela era uma mulher linda, muito espiritualizada. Assim que Diane entrou na sala – ela não me conhecia de Adam – me falou a respeito do meu canal espiritual. Disse: “Você tem uma energia fantástica.” Depois disso ela leu as palestras. Aí ela olhou as minhas mãos e me falou coisas fantásticas sobre o meu passado, absolutamente tudo. Então, disse: “Você vai conhecer um psiquiatra neste verão que está muito envolvido com campos de energia e é muito científico. Ele não está só praticando a psiquiatria, mas está muito envolvido com os aspectos científicos da energia. E ele é viúvo e vocês vão se casar e ter uma relação fantástica, um casamento muito bonito. Quando você voltar deste verão você vai conhecer este homem e terá uma conversa com ele.” (Isto foi em 1962-63) “e você vai achar a conversa com ele a mais estimulante que já teve.”

E, é claro, eu tinha esperado este homem, e ele não tinha aparecido: 1963 nada, 1964 nada, 1965 nada. Eu disse: “Esqueça isto, não faz sentido.” Desisti; esqueci completamente o assunto. Disse: “Você não pode acreditar nestas previsões.” Ela era ótima no que se referia ao passado, mas não ao futuro. Eu ainda não acredito em previsões do futuro, mas uma vez que outra acontece. Então, de qualquer forma, eu tirei isto da minha cabeça. Aí, quando eu vi o John a Segunda vez, passamos uma tarde juntos e conversamos. No final da conversa ele disse: “Bem, esta foi a conversa mais estimulante que já tive!” E eu disse: “Ai, meu Deus, o que foi que você disse?” E ele: “Qual é o problema? Você não concorda?” Eu disse: “Sim.” Eu não queria dizer nada a ele: eu ficava pensando o tempo todo: ele é casado! Esqueça!

Assim, conversamos e jantamos juntos e marcamos um horário para uma sessão com o Guia. Ele perguntou: “Quanto você cobra? Eu quero trabalhar com você. Preciso desta ajuda.” Minha voz interior me disse: “Se você se envolver com ele como profissional, nunca poderá haver nada entre nós.” E aí eu disse: “Não quero isto. Não cobro nada. Eu também quero aprender com você.” Era isto mesmo que eu queria dizer, mas era uma voz interior: “Se ele vier como profissional vai ser o fim, eu sei disso! O meu sentimento era tão forte, e ainda assim o meu mental dizia: “ele é casado, esqueça isto!” Então ele participou de uma sessão com o Guia e, na sessão com o Guia foi informado de que um dos seus problemas era ser muito infeliz em seu casamento que não tinha saída. Esta foi a primeira vez que eu me abri para ele. E foi assim que começou.

Charles: Que bonito! Mais uma coisa que eu gostaria de perguntar: Arosa. Sei que tem um significado especial, imagino a palavra “arising” do inglês. ( N.T.: arising= que surge, emergente) Qual é o significado para você? E para todos nós em Arosa? Você não costumava ir lá quando jovem?

Eva: Eu não ia à Arosa quando era jovem. Em 1963 a minha mãe morreu. Enquanto ela ainda era viva, de 1961 a 1963, eu ia à Arosa todos os verões com a minha irmã para visitá-la. Combinávamos a visita com as férias. E em 1963 ela morreu. E aí, de alguma forma eu tive a idéia de, ao invés de irmos lá no verão, poderíamos ir nas férias de inverno esquiar. Então, em 1965, fomos à Arosa no inverno. Gostei tanto de lá que não consigo comparar a nenhum outro lugar. É cheia de paz, é bonita, é ensolarada e tem mil vantagens que outros lugares não têm. Eu fui fisgada. Naquele tempo, para mim, era um tempo de férias necessário para descanso, reabastecimento e regeneração.

Todas as férias eram sempre uma preparação para uma nova fase no Pathwork e em mim mesma. Então eu fui lá em 1965 e 1966 com a Miana. Em 1967 eu já conhecia o John, mas é claro que ele não foi – ele nunca tinha esquiado na sua vida. Durante os anos que eu o conheci, fui lá sem ele. Eu tinha uma coisa que eu queria mostrar aquilo para ele, queria compartilhar com ele. Mas quando eu falava para ele, ele não se interessava. Sendo da Grécia, serra e neve não tinham nenhum significado para ele. Mas eu sabia que seria incrível se ele visse aquilo. Em 1969 foi a primeira vez que ele foi. Foi também nesta época que ele deixou a sua primeira esposa e veio morar comigo. Aí ele viu, começou a esquiar, teve aulas. Depois de umas dez aulas ele começou a gostar. O tédio inicial tinha acabado. Depois, em 1970, fomos lá juntos sozinhos. Acho que a Miana estava lá também e depois apareceu o meu irmão para nos visitar. Foi uma experiência incrivelmente profunda para mim em todos os níveis: a beleza – externa e interna- a regeneração interior espiritual e a preparação para coisas novas. Então desejamos poder dividir isto com amigos. Assim, o Bill e a Clare, o Bert e a Moira foram os primeiros a ir. Foi assim que começou. Acho que eles foram a primeira vez em 1971 ou 1972, não tenho muita certeza.
Todos os anos tem uma abertura. E todos os anos alguma coisa nasce lá, como o Centro.

Charles: Eu poderia dizer que quando ouço a estória fico estupefato, pasmo com os potenciais de cada um de nós. É uma estória realmente inspiradora e me enche de poder.

Eva: Eu lhe digo que não conseguiria nem ser justa porque é tão difícil de explicar. O começo, e o tatear, e o quanto eu não sabia nada na época. Na verdade, muitas destas coisas eu tive que aprender de maneira árdua, por tentativa e erro. Eu acho que quando as pessoas sentem ciúme de mim porque eu tenho o Guia e acham que eles poderiam sentar e fazer o mesmo eles não fazem a mínima idéia. Muito embora, com certeza, é muito mais fácil para eles agora do que foi para mim então, porque o Caminho está esboçado e eles têm a ajuda. No início, no entanto, houve muitos testes e muitas coisas pelas quais passar. Mas valeu a pena mil vezes. Eu faria tudo de novo – até as coisas mais difíceis. Pelo que é.

Charles: O que me impressiona é a idéia de dar pequenos passos. É impressionante como você deu passos muito pequenos sem fazer idéia da distância a que chegaria.

Eva: Nenhuma!

Charles: Mas você levou tudo a cabo. Eu lembro quando eu comecei no Pathwork, há treze ou quatorze anos atrás, senti que ele tinha atingido o seu apogeu, sabe. A cada palestra eu dizia: “É isso! É isso!”

Eva: Depois de cinco anos eu disse: agora nós temos tudo. Eu não sabia o que mais o Guia poderia dizer. Não conseguia imaginar o que mais poderia ser dito.

Charles: Há uma citação famosa de um poeta que não lembro o nome. Ele disse: “Pessoas como você deveriam viver mil anos.”

Eva: Que amor! Obrigada.

extraído do blog: pistasdocaminho.blogspot.com/2010/12/pathwork

para conhecer mais sobre o trabalho do Pathwork acesse:

http://www.pathworkbrasil.com.br

recomendamos a leitura do livro: “Nao temas o mal” de Eva Pierrakos.

para mais informações sobre este livro, acesse:

https://carlike.wordpress.com/2011/07/29/curando-as-feridas-do-passado-livro-nao-temas-o-mal/

Uma Nova Luz nos Conflitos Familiares

Posted in A Cura dos Conflitos Familiares with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 14, 2011 by carl1ike

“Por que há famílias que se dão muito bem, enquanto que em outras estão sempre em pé-de-guerra, um verdadeiro barril de pólvora, prestes a estourar a qualquer momento?
Muitos acreditam que família é o resultado de um mero encontro fortuito, onde seus membros estão juntos por acaso. Acreditam, portanto, que uma família que se dá bem e o ambiente em geral é harmonioso, é porque os seus membros são pessoas sensatas, equilibradas e civilizadas; agora, se o ambiente familiar é carregado de conflitos, brigas constantes, pautadas na maior parte do tempo em agressões, desrespeito e desentendimentos, é porque essa família é imatura e desequilibrada.

Tais explicações em parte fazem sentido, mas, ainda assim, é um pensamento reducionista e simplista. Por isso, é preciso ampliar a visão de família dentro de uma ótica reencarnacionista.

Não foi por acaso que o grande médium Chico Xavier afirmou: É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado. Ao usar a expressão inimigos do passado, ele estava se referindo aos desafetos de outras encarnações os quais prejudicamos.

 
Neste aspecto, a família não é o resultado de um mero encontro fortuito, onde todos estão juntos por acaso. E não é por acaso também que ocorrem conflitos, discórdia no lar.
Na verdade, todos estão juntos por afinidades cármicas, ou seja, por terem se prejudicado numa existência passada. Desta forma, a família atende a uma finalidade clara que é proporcionar a todos um aprendizado, uma grande oportunidade – através da convivência – de transformar laços de ódio em amor.”

extraído dos comentários do Dr. Osvaldo Shimoda, criador da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) A Terapia do Mentor Espiritual

Passaporte para a Felicidade

Posted in A Cura já foi ativada with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 4, 2011 by carl1ike

Apesar de todas as festas, sorrisos, abraços e comemorações de final de Ano e Natal, muita gente anda infeliz, magoada, emperrada, pois, as coisas parecem não acontecer para elas. Enquanto observam a felicidade alheia, ao olharem para si mesmas, só encontram decepções, frustrações, ódios e muita raiva, por tudo de bom só acontecer com os outros, nunca com elas. Fazendo um retrospecto de suas vidas, sentem-se ainda piores, uma vez que parece nada ter mudado, as mesmas angústias, os mesmos medos, as mesmas dificuldades, como se o mesmo filme não parasse de se repetir até a exaustão. Dívidas, brigas, instabilidade, falta de dinheiro, sentimento de inferioridade, relacionamentos desfeitos, fracasso, é assim que se sentem por dentro. Bem, esta não é uma matéria para deixá-los ainda mais deprimidos, sem esperança, ao contrário, é uma mensagem que pode ajudar-lhes a ir em direção à quem vocês são de verdade, pois, até agora, quem está no comando é o seu eu falso, aquele limitado pelo ego, pela pequenês, pela falta, pela miséria. A saída, quando você já não suporta mais todas essas mesmas e infindáveis derrotas e negatividades, é você se entregar ao seu Eu mais elevado, aquele que realmente brilha dentro de você, que sabe que vc é merecedor de apoio, de fartura, de bem estar contínuo, aquele que está em sintonia com a Fonte. Liberte as suas resistências e deixe o fluxo poderoso da vida levá-lo para onde vc merece, pois, uma vez conectado com a Fonte, vc naturalmente começará a sentir-se bem, confiante, calmo, se esses não forem os seus sentimentos, vc ainda não se entregou ao seu Eu verdadeiro. Além disso, se vc foi capaz de criar tamanha desgraça, pela Lei da Compensação, vc tem poder de sobra para criar também, uma proporcional bem aventurança. Agora, saiba, que por mais que vc tenha sofrido, assim que vc quiser, vc pode começar a se sentir bem novamente, por mais que as situações exteriores mostrem o contrário, por mais negro que tudo possa parecer, se vc relaxar, se vc se permitir ser quem vc realmente é, se vc se reconectar com a Fonte Suprema, e começar a ter pensamentos de auto-aceitação, compreensão, carinho e admiração por vc mesmo, verá que a cura já foi ativada, mesmo se vc retroceder, se cair novamente, não tem problema, porque a Fonte que te criou, não vai abandoná-lo se vc permitir que ela atue, e essa permissão é feita através  do seu bem estar. O bem estar interior é o seu passaporte para a felicidade. Não se identifique com o negativo, com as dificuldades, sejam elas do tipo que forem, por que  vc veio da Fonte, e no fundo é uma luz brilhante é harmoniosa como Ela. Os tempos difíceis que estamos passando estão cheios de oportunidades de cura, de conquistas, pois uma limpeza profunda desta negatividade que estava empregnada em nossas vidas por anos, está agora em curso, para que possamos alcançar estágios ainda mais elevados de consciência e bem aventurança, portanto, continue firme, e não se identifique com nada de ruim, uma vez que qdo se varre a sujeira, ela paira no ar, para depois ser eliminada, deixando um ambiente limpo e saudável para novas e mais harmoniosas experiências…Uma coisa é certa, se vc encarar de frente as coisas que tem tentado evitar até agora, as questões que não foram resolvidas, aquelas que são as mais dífíceis para vc enfrentar, verá que a mudança será ainda mais rápida, e que todos esses monstros, não eram assim tão poderosos. Vá em frente, tenha confiança, pque o bem estará sempre ao seu lado, afinal, nascemos neste maravilhoso planeta para evoluirmos, esta é a base da nossa missão. 

PAZ

Posted in Paz with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 12, 2010 by carl1ike

Quando as nossas ações nos conduzem aos intermináveis conflitos pessoais, familiares, profissionais, emocionais, de relacionamentos, gerando ódios, atritos, total desconforto interior, irritabilidade, problemas digestivos, insônias e uma gama infinita de outras doenças, talvez seja hora de pararmos totalmente, seja a hora de olharmos para nós mesmos com amor e carinho e verificarmos o que está nos deixando tão infelizes. Focalizando nossos corações, onde encontramos o nosso verdadeiro segredo, ou seja, onde encontramos quem somos de verdade e qual é o nosso talento especial que só nós possuímos e que precisa de nossa atenção para poder aflorar e cumprir o que só nós podemos cumprir, dessa forma, nos damos a chance de sintonizarmos com a verdade, com o que realmente tem valor e isso gera compaixão, cooperação, bem estar, felicidade e muita paz, pois, no meio de todo o caos, voltamos a nos encontrar. Assista ao vídeo Shanti Mantra que facilita-lhe encontrar a Paz.